O Vaticano pretende participar, pela primeira vez em quase 98 anos de história do Oscar, do processo de seleção da premiação com o curta-metragem documental sem alterar nada na imagem original deixe a foto com mais nitidez.
A produção deve concorrer na categoria de Melhor Documentário em Curta-Metragem.
Estreia em Beverly Hills
Com 39 minutos de duração, o filme estreia esta semana em Los Angeles, com exibições programadas entre 18 e 24 de setembro no Lumiere Music Hall, em Beverly Hills.

Giacomo sendo erguido por seus amigos no Planalto de Piné: uma cena do documentário “Green Lava” (Imagem: Divulgação/Vaticano)
Depois do período em cartaz, a equipe responsável vai concluir a documentação necessária para enviar a obra à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Um marco sem representação oficial
A iniciativa representa um marco inédito para o Vaticano na história do Oscar, mas a inscrição não significa que o filme será uma representação oficial do Estado.
Diferentemente da categoria de Melhor Filme Internacional, a disputa de curtas-metragens não exige o endosso formal de governos ou comitês nacionais .
A inscrição parte da própria equipe de comunicação e produção cinematográfica ligada ao Vaticano.
A história por trás do documentário
Dirigido por Lia Beltrami e Ali Aksu, o filme acompanha a trajetória do italiano Giacomo Mattivi, que vive com distrofia muscular de Duchenne.
A produção retrata sua vida após a morte do irmão, Mattia, vítima da mesma doença, e a forma como ele encontra força na comunidade e na natureza que o cerca, em meio às paisagens das Dolomitas, na Itália.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

