As casas de apostas tomaram conta do futebol brasileiro, estampam camisas, placas de estádio e intervalos de transmissão.
Mas, em meio a esse domínio, um grupo de jogadores e ex-jogadores decidiu erguer a voz contra o setor, mesmo abrindo mão de contratos milionários.
Alguns deles, inclusive entre os que disputam a Copa do Mundo, já criticaram publicamente as bets, apesar do alto retorno financeiro que teriam ao associar seus nomes a elas.
Danilo entrou na campanha contra o “Tigrinho”
Um dos principais nomes da seleção brasileira está na linha de frente do movimento.
Danilo, lateral do Flamengo e homem de confiança de Carlo Ancelotti na seleção, apoiou nas redes a campanha “Block no Tigrinho”, reforçando a iniciativa da 342 Artes em alerta ao crescimento das apostas.
Ele não esteve sozinho: artistas como Camila Pitanga, Gilberto Gil e Djavan também aderiram à ação.
Diego Ribas falou após caso de Bruno Henrique
O ex-meia do Flamengo escolheu um momento delicado para se manifestar.
Diego Ribas se pronunciou sobre o avanço das casas de apostas em 2025, depois que Bruno Henrique, seu antigo companheiro de clube, foi indiciado pela Polícia Federal por manipulação esportiva.
Em vídeo, ele não criticou diretamente o atacante, mas afirmou ser contra as bets, defendendo que a dependência é alimentada pela ilusão de ganho fácil e atinge muitas pessoas.
Filipe Luís, ex-Flamengo
O treinador também não escondeu sua posição.
Quando comandava o Flamengo, Filipe Luís se posicionou contra o setor em coletiva após jogo contra o Juventude pelo Brasileirão de 2025, e contou que já recusou ofertas de casas de apostas.
A frase dele resume o tom da crítica: “Eu sei o dano que é para as pessoas que apostam, o vício, é uma droga, infelizmente.”
A revolta também veio da França
O incômodo com as bets não é exclusividade do Brasil.
Mbappé, uma das estrelas da seleção francesa, ao lado de Ousmane Dembélé, vencedor da última Bola de Ouro, e Michael Olise, se revoltaram contra a Federação Francesa após terem suas imagens usadas em um anúncio de casa de apostas sem autorização, segundo o jornal L’Équipe.
Por que esse debate cresce?
O posicionamento desses atletas ganha peso em um momento de alerta nacional.
Uma Frente Parlamentar apresentou recentemente o projeto de lei “Brasil Contra as Bets”, que pretende proibir anúncio, propaganda e patrocínio de apostas esportivas no país.
Os números explicam a preocupação: estima-se que 12 milhões de brasileiros já apresentam algum comportamento de risco no jogo, e mais de um milhão têm diagnóstico de transtorno do jogo.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial
