A influenciadora Virginia Fonseca virou centro das atenções após realizar e divulgar a soroterapia, prática que agora acende um alerta vermelho na medicina.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) se manifestou pontuando a falta de evidências científicas para o tratamento endovenoso de vitaminas e minerais.
Além de destacar os riscos associados à sua aplicação indiscriminada, especialmente quando recomendada por figuras públicas.
Segundo o Cremego, a expansão do mercado de soroterapia é fortemente impulsionada pela divulgação feita por celebridades e criadores de conteúdo, como é o caso de Virginia Fonseca.
O conselho ressalta que o procedimento costuma ser promovido com promessas de resultados enganosos, como emagrecimento e rejuvenescimento.
O Cremego adverte também que sua utilização sem indicação e acompanhamento médico pode levar a riscos, inclusive fatais.
O que diz o Conselho de Medicina sobre a soroterapia?
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) enfatizou que a soroterapia é um tratamento sério que vem sendo utilizado de forma indiscriminada.
A instituição alertou que a prática promete prevenir doenças que o paciente nem sabe se virá a ter.
Denúncias sobre prescrições irregulares podem ser encaminhadas ao Cremego através do e-mail [email protected].
“O Cremego tem chamado a atenção da sociedade sobre os riscos, inclusive fatais, do uso desnecessário da soroterapia, que também já foi questionado pela maioria das Sociedades de Especialidades Médicas e é condenado pela Resolução CFM número 2004/2012”, declarou o órgão em nota oficial.
Virginia Fonseca detalha experiência com o tratamento
A ex-apresentadora do SBT compartilhou sua experiência com a soroterapia, realizada em solo americano na última segunda-feira (06).
Em suas redes sociais, ela detalhou como o tratamento a ajudou após um período fora de rotina, gripada e com hábitos alimentares prejudicados.
“Eu já tinha feito outra vez, só que eu acho que não vi tanta diferença porque talvez eu não estava tão mal.” relatou a empresária, recomendando o procedimento aos seus seguidores.
“Agora eu estava muito mal. Um mês fora de casa, fora da rotina, gripada, comendo mal, tudo errado, muita fritura”, concluiu Virginia.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
