A goleada por 4 a 0 do Palmeiras sobre o Vitória, na noite de quarta-feira (29), no Barradão, pela 21ª rodada do Brasileirão, ficou marcada muito mais pela atuação da arbitragem do que pelo placar.
O árbitro Alex Gomes Stefano protagonizou uma sequência de lances polêmicos, e o resultado foi uma revolta generalizada no lado baiano, que culminou em duras críticas do presidente Fábio Mota e no anúncio de uma representação formal à CBF.
O clima ficou tão tenso que o Vitória adotou uma postura de protesto pouco comum.
Além de prometer medidas jurídicas, o clube cancelou a tradicional entrevista coletiva e vetou as falas dos jogadores na zona mista, num sinal claro de insatisfação com o que considerou um jogo decidido nos apitos, e não apenas nos gramados.
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Os lances que incendiaram Vitória x Palmeiras
Três episódios concentraram a polêmica e mudaram completamente o rumo da partida. Vale entender cada um deles:
- O lance de Maurício em Cacá: aos 25 minutos do primeiro tempo, o meia do Palmeiras atingiu o rosto do zagueiro do Vitória com o braço. Cacá saiu com um corte no queixo que exigiu cinco pontos, mas o árbitro aplicou apenas cartão amarelo, e o VAR não recomendou revisão.
- A expulsão de Cacá: pouco depois, o VAR chamou o árbitro para revisar uma entrada do próprio Cacá sobre Arias. Após ver as imagens, Stefano mudou a decisão inicial e expulsou o zagueiro baiano com vermelho direto.
- A segunda expulsão: revoltado com a marcação, Luan Cândido fez gestos insinuando roubo. O comportamento foi comunicado pela equipe do VAR, e o defensor também acabou expulso.
Com dois jogadores a menos ainda no primeiro tempo, o Vitória perdeu força e o Palmeiras aproveitou a superioridade numérica para construir a goleada com tranquilidade.
A revolta do presidente Fábio Mota, do Vitória
Após o apito final, o presidente do Vitória não escondeu a indignação.
Para Fábio Mota, o lance não punido de Maurício foi o ponto de virada do confronto, num momento em que, segundo ele, a equipe baiana fazia uma boa partida.
O dirigente destacou a gravidade da lesão de Cacá, que precisou dos cinco pontos, e argumentou que a ausência de expulsão desequilibrou o jogo, independentemente de a jogada ter sido intencional ou não.
Mota foi enfático ao anunciar as medidas do clube, afirmando em tom irônico que fará uma representação e agradecendo, de forma sarcástica, aos “envolvidos por tudo que aconteceu”.
Ele ainda relacionou o episódio às dificuldades que, na visão dele, os clubes nordestinos enfrentam no Campeonato Brasileiro, e cobrou critérios mais uniformes por parte da arbitragem, relembrando outras partidas polêmicas da equipe na temporada.
A repercussão entre analistas
A polêmica não ficou restrita ao discurso do dirigente. O principal lance, o choque de Maurício com Cacá, também dividiu opiniões entre os especialistas em arbitragem.
Durante a transmissão da TV Globo, o comentarista PC Oliveira avaliou que o meia do Palmeiras deveria ter sido expulso pela entrada sobre o defensor rubro-negro.
Essa avaliação deu ainda mais força ao argumento do Vitória, que passou a sustentar publicamente que a partida teria tomado outro rumo caso a decisão tivesse sido diferente.
O respaldo de um analista de arbitragem em rede nacional é o tipo de elemento que costuma pesar quando um clube leva uma reclamação formal aos órgãos competentes.
A defesa de Abel Ferreira
Do outro lado, o técnico Abel Ferreira adotou postura oposta e saiu em defesa do árbitro.
Na entrevista coletiva, o treinador português afirmou não ver qualquer margem para questionamento nas duas expulsões, dizendo que o juiz apenas cumpriu as regras.
Sobre o vermelho de Cacá, ele foi direto ao dizer que não havia dúvida alguma sobre a marcação.
Em relação à expulsão de Luan Cândido, Abel também respaldou a decisão, lembrando que o gesto feito pelo jogador em direção à arbitragem justificava a punição.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias
