10 comunicadores que marcaram os 70 anos da TV brasileira

70 anos da TV
Relembre a história de 10 comunicadores que marcaram os 70 anos da TV brasileira (Imagens: Divulgação / Montagem – RD1)

Boa noite. Está no ar a televisão do Brasil“, era a fala da atriz Sonia Maria Dorce, em 18 de setembro de 1950, anunciando o destino promissor da TV no nosso país, que comemora 70 anos nesta sexta-feira (70). Na estreia da TV Tupi, ao vivo, um show com artistas famosos como Inezita Barroso, Lolita Rodrigues e Lima Duarte. Assim como os atores, jornalistas e diversos profissionais que fazem a TV funcionar, relembre a história de 10 comunicadores que marcaram época.

Confira:

Silvio Santos
Silvio Santos no comando de seu programa (Imagem: Divulgação / SBT)

Quando pensamos em televisão, certamente o primeiro nome que vem à cabeça é o de Silvio Santos, que está em atividade desde 1962. Aos 32 anos de idade, estreou na TV Paulista — extinta em 1966 — com o programa Vamos Brincar de Forca, ressuscitado pelo SBT entre 2012 e 2013. Na mesma emissora conquistou, devido a seu grande sucesso, o Programa Silvio Santos, que passou depois pela Rede Globo (1965-1976), pela Rede Tupi (1976-1980), REI-TV Record (1976-1987), para depois se fixar também no SBT. Silvio foi o fundador da emissora em 1981, se aproveitando das extintas concessões públicas da Tupi e Excelsior, formando um verdadeiro império na profissão, e se aventurando inclusive no meio musical. Apresentou programas marcantes no canal, como Show do Milhão, Casa dos Artistas, Topa Tudo Por Dinheiro, Porta da Esperança e Qual é A Música?

Hebe Camargo
Hebe Camargo na TV (Imagem: Reprodução / YouTube)

Hebe Camargo não está mais entre nós, mas é eterna em nossa memória, tanto que ganhou uma série em seu nome, atualmente no ar na TV Globo. Seus talentos eram múltiplos, visto que era apresentadora, cantora, radialista, humorista e atriz, considerada por muitos como a rainha da TV brasileira. Começou a carreira artística precocemente na rádio, aos 15 anos, em 1943, um dos palcos de suas performances musicais. Foi convidada para a estreia da TV Tupi, mas desistiu devido a ter odiado o Hino da Televisão Brasileira. Sua estreia foi como cantora oficial no TV na Taba, da TV Tupi, e como apresentadora em O Mundo é das Mulheres (1955-1959). Seu sucesso foi principalmente no programa que leva seu nome, passando pela Record (1966-1973), na Rede Tupi (1974-1975), na Band (1979-1985), no SBT (1986-2010) e por fim na RedeTV! (2011-2012).

Chacrinha
Chacrinha comandando um de seus programas (Imagem: Divulgação)

Chacrinha é outro nome emblemático que, mesmo tendo morrido em 1988, é lembrado em diversas oportunidades. Na televisão estreou em 1956 com o Rancho de Mister Chacrinha, programa infantojuvenil, quando demonstrava seu talento como ator. Depois do sucesso na TV Tupi, e nas passagens pela Record e pela Band, cravou seu sucesso no retorno a Globo em 1982, com o Cassino do Chacrinha, super popular nas tardes de sábado. Foi aquele que eternizou inúmeros bordões e as seguintes frases: “Na televisão, nada se cria, tudo se copia“; “Eu vim para confundir, não para explicar” e “Quem não se comunica, se trumbica“. Seus programas de televisão revelaram nomes como Roberto Carlos, Clara Nunes, Raul Seixas e Perla.

Flávio Cavalcanti
Flávio Cavalcanti apresentando o programa Um Instante, Maestro, da TV Tupi (Imagem: Divulgação)

Flávio Cavalcanti também não está mais vivo, mas permanece eternamente na história da televisão brasileira. Era um jornalista, repórter, apresentador e compositor. Foi um dos mais famosos comunicadores da rádio e da TV entre os anos 60 e 80. Fez sucesso com programas como Um Instante Maestro, A Grande Chance e Programa Flávio Cavalcanti, chegando até a entrevistar o presidente John Kennedy, na Casa Branca. Com seu estilo marcante, criou o primeiro júri com as presenças de Chiquinho Scarpa, Jorge Kajuru e Conrado. Era bem franco quando não aprovava as músicas recebidas e protagonizou polêmica ao ter seu programa — na TV Tupi suspenso por 2 meses pela Censura Federal. Em 1976 partiu para o SBT (antes TVS) e acabou morrendo em 1986. Durante um programa, foi substituído às pressas por Wagner Montes, após sofrer uma isquemia miocárdica aguda ao vivo e quatro dias depois veio a morrer.

Gugu Liberato
Gugu Liberato à frente do Canta Comigo (Imagem: Reprodução / Record)

Gugu Liberato chocou o Brasil com sua repentina morte em 2019, depois de um acidente doméstico. Desde cedo demonstrava interesse pela carreira televisiva, porque na adolescência enviava cartas para Silvio Santos, sugerindo programas. Aos 14 anos de idade tornou-se assistente de produção do programa Domingo do Parque e foi promovido a apresentador em 1981, na Sessão Premiada Paulista. Em 1982, acumulou sucessos à frente de atrações como Viva a Noite, Sabadão Sertanejo e Domingo Legal. Gugu revelou grupos de sucesso como Menudo, Dominó e Polegar. A Globo tentou levá-lo, mas o dono da SBT impediu Gugu de mudar de casa aumentando seu salário e oferecendo os domingos da emissora, no comando do Passa ou Repassa. Em 2009 fechou contrato com a Record e seu último programa foi o Canta Comigo. Gugu também lançou 13 discos, sendo a maioria deles com sua voz.

Chico Anysio
Chico Anysio fez história na televisão (Imagem: Divulgação)

Chico Anysio, morto em 2012, acumulou tantas funções e experiências que pode ser quase considerado como uma instituição. Um comunicador com talento na atuação, no humor, na produção, na apresentação e em tudo mais, começou na rádio (em concurso contra Silvio Santos) e fez sucesso principalmente na TV Globo, em programas lendários como Zorra Total, Chico City e Chico Total. A Escolinha do Professor Raimundo, que revelou tantos talentos no humor (e mostrou o próprio) estreou em 1957, passou para a Globo em 1973 e, entre pausas, ficou até o ano 2000. Nos dias de hoje, ainda tem um remake na emissora. Acumula personagens marcantes como Azambuja, Beto Carneiro, Justo Veríssimo e Salomé; trabalhando com nomes marcantes como Paulo Gracindo, Grande Otelo e Costinha. Com 63 anos de carreira, o saudoso Anysio recebeu em 2009 a maior honraria da cultura brasileira, a Ordem do Mérito Cultural, uma espécie de premiação.

Jô Soares
Jô Soares esteve na Globo até 2016 (Imagem: Reprodução / Globo)

Jô Soares está na televisão desde os anos 50, quando participou do humorístico Praça da Alegria, onde permaneceu entre 1955 e 1967. Depois, na ida para a Record, divertiu a todos em programas como Família Trapo (1967-1971), Faça Humor não Faça Guerra (1970-1973). Já na Globo, deu o ar da graça no Satiricom (1973), no Planeta dos Homens (1976-82) e no lendário Viva o Gordo (1981-1987). Com o seu sucesso, ganhou o status de apresentador no Jô Soares Onze e Meia, que durou entre 1988 e 1999 no SBT. O apresentador voltou à Globo no ano seguinte, indo até 2016 com o Programa do Jô. O artista também dirige, escreve roteiros e peças de teatro, comprovando que seu destino é se comunicar com o grande público.

Dança dos Famosos
Fausto Silva comanda o Domingão do Faustão (Imagem: Reprodução / Globo)

Curiosamente, Fausto Silva nasceu justamente no ano em que a TV surgiu no Brasil, em 1950. Aos 14 anos de idade se tornou repórter de rádio, mais especificamente focado no jornalismo esportivo e depois trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo. Sua estreia na televisão veio depois, em 1983, quando apresentou o Balancê, na TV Gazeta. Faustão marcou época com o Perdidos na Noite entre 1984 e 1998, que esteve em três emissoras: Gazeta, Record e Band. Em 1989, o apresentador estreou nos domingos da Globo, fazendo um sucesso estrondoso nas tardes da TV e comandando o Domingão do Faustão desde então. Já participou de três filmes e eternizou bordões como “oh lôco bicho“, “essa fera aí, meu“, “quem sabe faz ao vivo” e “nos reclames do plim plim“.

SBT
Raul Gil está no ar nas tardes de sábado (Imagem: Reprodução / SBT)

Raul Gil hoje é conhecido como apresentador, mas ingressou na televisão em 1957, como participante — e vencedor — de um programa de calouros apresentado por Hebe Camargo. Por seu talento e destaque ao imitar personalidades como Vicente Celestino, Cauby Peixoto, Amácio Mazzaropi e Ronald Golias, ganhou sua primeira oportunidade de comandar um programa, o Raul Gil Room, em 1967 na TV Gazeta. Em 1973 assinou com a Record e sagrou o Programa Raul Gil, grande trabalho de sua carreira, que passou por emissoras como Band, Tupi, TV Rio e Manchete, pertencendo hoje ao SBT. Recorrendo às origens, revelou muitos cantores em seu programa e eternizou o bordão “Vamos Aplaudir”.

Carlos Alberto de Nóbrega
Carlos Alberto está há décadas na televisão (Imagem: Divulgação /SBT)

Quando falamos em Carlos Alberto de Nóbrega, a primeira e óbvia lembrança é A Praça é Nossa, humorístico do SBT que está no ar desde 1987. No entanto, o comunicador começou sua carreira em 1954, aos 18 anos de idade, escrevendo quadros para o programa do pai, Manuel da Nóbrega, na Rádio Nacional, em São Paulo. Na televisão entrou dois anos depois com a mesma função, inclusive atuando ao lado de Ronald Golias. Na década de 70 foi para a Tupi como colaborador do programa Os Trapalhões. O programa que Carlos apresenta nos dias de hoje, vem de experiências à frente do Praça da Alegria (da Globo) e o Praça Brasil (da Band). É referência no que faz e um dos poucos comunicadores com invejável estabilidade na TV.

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