Acusado de crime, José Mayer diz que seu último personagem não deu sorte

José Mayer
José Mayer falou sobre o seu personagem na Globo (Imagem: Reprodução / Globo)

José Mayer segue afastado dos seus trabalhos como ator desde que sofreu acusação de assédio, quando fez o vilão de A Lei do Amor, na Globo. O ator surpreendeu ao usar o seu Instagram, neste domingo (9), para lembrar de Tião Bezerra.

Demitido do canal em 2019, o veterano ressaltou como o personagem da trama das 21h foi ruim para ele e até para Domingos Montagner (1962-2016).

Na postagem, José Mayer mostrou fotos com o personagem e o antigo colega. “Meu último personagem nas novelas foi Tião Bezerra, um homem cruel, machista e misógino”, disparou o artista, ao lembrar do papel.

“Não trouxe sorte nem para o ator que se recusou a interpretá-lo”, descreveu o veterano de 72 anos, resgatando a história de que Montagner era a primeira escolha para o papel.

Na época da escalação, surgiram rumores de que o artista recusara para interpretar o protagonista de Velho Chico (2016), de Benedito Ruy Barbosa. Nos bastidores da trama, inclusive, o parceiro de Camila Pitanga morreu afogado enquanto nadava no Rio São Francisco em 15 de setembro de 2016.

“[Não trouxe sorte] Nem para mim, que o aceitei. Quem somos nós para saber o que nos reserva o destino, não é?”, completou José Mayer, que foi acusado de assédio sexual pela figurinista Suellen Tonani em abril de 2017.

Silvio de Abreu fala de demissão de José Mayer

Anos depois da polêmica envolvendo as acusações de assédio de Mayer nos bastidores da Globo, o ex-diretor de teledramaturgia da emissora, Silvio de Abreu, saiu em sua defesa. No ano passado, em entrevista à revista Veja, ele disse que a demissão do ator foi motivada por pressões de grupos feministas:

“Minha análise é que foi um escândalo muito mais plantado por grupos do que qualquer outra coisa. Foi uma atitude bastante cafajeste do Zé Mayer, mas sacrificar uma carreira brilhante e útil para a empresa como a dele foi decorrência da baita pressão de grupos que a diretoria recebeu. Naquele momento, fomos obrigados a tomar aquela decisão”.

“Grupos feministas. Foi tão bem organizado que a novela acabou na sexta-feira e no sábado as pessoas já estavam com camisetas onde se lia ‘Mexeu com uma, mexeu com todas’. Já tinha uma coisa armada em cima disso”, acusou.

“Existia uma pressão também de vários atores — mas mais de atrizes — pela punição. O Zé Mayer foi um bode expiatório”, disse ainda.

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Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e colunista do RD1. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]
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