Alessandra Negrini abre o jogo sobre como se sente aos 50 anos

Alessandra Negrini
Alessandra Negrini soltou o verbo e falou sobre como lida com sua idade (Imagem: Paulo Damasceno / Gshow)

Prestes a completar 51 anos, Alessandra Negrini abriu o jogo sobre como se sente ao passar dos 50. Em entrevista ao podcast Novela das 9, do Gshow, a atriz revelou que sofre preconceito e desabafou:

“É uma pressão em cima das mulheres, não há dúvida. O mundo mudou, 50 anos não é mais uma idade… é o que era antigamente os 30, sei lá! Mas isso é uma coisa muito brasileira. Você vai para a Europa e os países são mais adultos. A vida adulta é legal. Eu comecei a achar que sou adulta ultimamente. Eu falei: ‘Ah, estou ficando adulta’. E é legal, sabe?”.

“Claro, tem coisas piores, você tem que passar mais tempo cuidando, pensando… Ficar mais velho requer mais inteligência. Ou você fica responsável por você mesma nas suas escolhas ou vai perder mais tempo. Você tem que pensar sobre você. Mas tem muitas vantagens“, seguiu.

Alessandra disse que não vê problemas em postar fotos de biquíni ou fazer dancinhas que fazem sucesso nos aplicativos:

“O Brasil tem que mudar um pouco, tem que deixar de ser infantiloide. Eu lembro que fui para a Espanha e me surpreendi… Lá, você sai para dançar. Porque eu sou moleca também, né? Eu sempre fui uma pessoa de gostar da animação, de show… Vou em show de rock até hoje!”.

‘Por que eu não posso ser assim? Por que as pessoas têm que encaretar quando ficam mais velhas? É uma coisa cultural do Brasil, estúpida. Acham que só jovem é feito para aproveitar a vida. Isso é burrice, né? Mas acho que o Brasil vai começar a mudar isso“, afirmou.

No bate-papo, Negrini ainda comentou sobre as polêmicas que se envolveu em 2020. A atriz foi alvo da “cultura do cancelamento” ao sair em bloco de carnaval vestido de índio para protestar a favor dos direitos dos povos indígenas.

Na época, porém, a artista foi acusada nas redes sociais de cometer apropriação cultural. Rapidamente, ela explicou que se tratava de um manifesto, e lideranças indígenas que estavam com ela no bloco se posicionaram a favor da artista.

Em pouco tempo, a famosa foi cancelada e descancelada nas redes. “Não sou a favor. Como diria Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra. Essas coisas precipitadas da internet levam a equívocos”, contou, completando:

“O cancelamento surgiu como uma ferramenta importante de balizar as pessoas e falar: ‘Não, você não pode fazer isso, isso é horrível’. Ele tem seu valor nesse sentido. Mas virou algo impositivo, virou um instrumento de violência. Então tem que ter sempre o diálogo dentro da própria narrativa”.

Você tem uma narrativa, mas tem que pensar os prós e os contras dentro da própria narrativa. Ou seja, você tem que parar para pensar. O que tem acontecido no cancelamento é que ninguém para para pensar. Eu acho meio fascista o processo do cancelamento, na verdade”, finalizou.

Da Redação
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