Bolsonaro volta a atacar a Globo e menospreza brasileiros mortos pela Covid-19

Bolsonaro
Bolsonaro volta a atacar a Globo em conversa com apoiadores (Imagem: Reprodução / Globo)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mais uma vez mostrou sua antipatia pelo número de mortos pela Covid-19 no país e, longe de uma palavra de conforto para as famílias em luto, lançou um novo ataque contra a Globo.

Na porta do Palácio da Alvorada, o “capitão” conversou com meia dúzia de eleitores e disse que o canal da família Marinho “entrou em êxtase” quando o Brasil chegou a terrível marca de 500 mil mortes pela doença. A informação é do O Antagonista.

“As mortes parecem que interessam para a TV Funerária. A TV Funerária entrou em êxtase quando atingiu as 500 mil mortes”, disparou o presidente da República. Em seguida, ele afirmou que foi alvo de um punhado de milagres:

“Cada um tem a religião que quer, né? Para mim, são dois milagres: estar vivo e estar eleito. E outro, o terceiro: estar no mandado ainda”.

Foi o segundo chilique de Bolsonaro contra a Globo em poucas horas. O novo piti foi provocado pelo mesmo motivo do primeiro: o editorial do Jornal Nacional contra o trabalho do político no combate à pandemia da Covid-19.

Ontem (21), ele xingou e agrediu verbalmente uma repórter da TV Vanguarda, afiliada da Globo. “Estou sem máscara em Guaratinguetá, você tá feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha, que não ajuda em nada”, massacrou.

“Vocês não ajudam em nada, vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira, vocês não prestam. A Rede Globo não presta”, esbravejou visivelmente fora de controle.

No editorial, William Bonner mandou um recado da alta cúpula da Globo a Bolsonaro: “Nós, do jornalismo da Globo, estamos há um ano e meio com base na ciência, cumprindo nosso dever de informar sem meias palavras. Muitas vezes, nós pagamos um preço por isso”.

“Com incompreensões de grupos que são minoritários, mas barulhentos. Não importa. Nós seguimos em frente, sem concessões. E seguiremos em frente, sem concessões. Porque tudo tem vários ângulos, e todos devem sempre ser acolhidos para a discussão”, continuou.

“Mas há exceções: quando estão em perigo coisas tão importantes como o direito à saúde, por exemplo, ou o direito de viver numa democracia. Em casos assim, não há dois lados. E é esse o norte que o jornalismo da Globo continuará a seguir”, finalizou.

Da Redação
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