Claudia Raia critica rapidez do Streaming ao defender novelas da TV aberta

Claudia Raia sai em defesa da TV Aberta (Imagem: Reprodução / Instagram)

Claudia Raia é uma das atrizes veteranas brasileiras, com vários trabalhos em novelas no currículo, e surpreendeu ao opinar sobre o serviço de streaming por conta da interferência nos modelos de mídia tradicionais.

Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, do O Globo, a atriz fez duras críticas, mas comemorou a chegada das novelas mais antigas aos serviços como o Globoplay, por trazer o conteúdo de antigamente para os jovens de hoje:

“Acho muito legal porque o público jovem está se interessando pelo que a gente fazia lá atrás. Isso não significa que que agora não é bom e antes era. Mas acho que, antes, tínhamos uma dramaturgia mais coesa, digamos assim. Sem interferência da internet, sem a rapidez do streaming, que pulveriza um pouco a TV aberta. Embora eu acredite que ela ainda sobreviverá muitos anos justamente porque o nosso DNA é a teledramaturgia”.

“Sinto muito isso pelas amigas da Sofia [filha de Claudia com Edson Celulari], que chegam falando: ‘Tia, estou vendo sua novela’. Fico muito feliz de ver a Globo resgatando essas várias produções para o streaming. Sempre achei que esse acervo seria um trunfo”, prosseguiu.

Sobre a personagem Tancinha da novela Sassaricando, que voltou recentemente ao Globoplay, Claudia comemorou:

“Considero a personagem um turning point na minha carreira. Um dia, cruzei com o Silvio [de Abreu, autor] nos corredores da Globo. Eu não sabia quem era, e ele veio falar comigo: ‘Sou autor e estou escrevendo uma personagem para você na novela das 21h. Vai ser um grande sucesso na sua carreira’. Agradeci, mas não entendi muito bem”.

“Depois, quando já tinha texto, fui de ônibus, porque não tinha grana, para São Paulo. Fiquei dias indo às feiras no Brás. Fiz meu laboratório e ali começou todo o meu trabalho de prosódia, que depois desenvolvi melhor”, explicou.

“No começo, a personagem foi rejeitada, diziam que era chatíssima. Silvio me disse: ‘Não mude uma vírgula’. E ele estava certo. Foi um processo muito bacana, a criação em cima de uma simplicidade mesmo”, confessou.

“Ela era um furacão, absolutamente feminista. Batia nos homens e, ao mesmo tempo, era sexy e ingênua. Uma coisa meio Marylin [Monroe (1926-1962)], alma de criança e invólucro de mulherão”, finalizou.

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