Félix (Mateus Solano), de “Amor à Vida”, fabricou inúmeros bordões (Imagem: Divulgação / Globo)

Bordão é uma expressão que é repetida muitas vezes por alguém em uma situação específica. Na televisão, o bordão é muito conhecido pelos telespectadores. Famosos bordões como “Quem quer dinheiro?”, “Ô loco, meu”, “Loucura, loucura, loucura”, “Corta pra mim”, “Beijo do gordo”, “Foi sem querer querendo” e “Não contavam com a minha astúcia” marcaram gerações e ainda fazem parte da TV.

Viralizados por toda parte, os bordões também fazem parte das novelas que caem na boca do povo e se tornam parte do dialeto coloquial rapidamente. Para enaltecer isso, separamos alguns clássicos das novelas ditos por personagens icônicos.

Confira os 20 bordões mais conhecidos:

1 – É tudo culpa da Rita

“É tudo culpa da Rita” (Imagem: Montagem / RD1)

Este não foi bem um bordão planejado, porém, a frase repetida à exaustão pela personagem Carminha (Adriana Esteves) em “Avenida Brasil” (2012), escrita por João Emanuel Carneiro, quando algo saía do seu controle, caiu no gosto popular. Carminha colocava a culpa na conta de Rita (Débora Falabella), que era Nina e buscava vingança contra a vilã.

2 – Não é brinquedo não

“Não é brinquedo não” (Imagem: Montagem / RD1)

Dita por Dona Jura (Solange Couto) durante a novela “O Clone” (2001), a frase “Não é brinquedo não” ganhou as ruas do Brasil. As pessoas usavam para qualquer tipo de reclamação, mas com o mesmo humor que a personagem da novela fazia na TV.

3 – Cada mergulho é um flash

Este bordão ficou eternizado até hoje na sociedade brasileira. O que pouca gente sabe é que ele partiu de uma novela da autora Glória Perez. A frase saía da boca da personagem Odete (Mara Manzan), em “O Clone” (2001), e era usada para ressaltar a presença de paparazzis que vigiavam a vida dos famosos. Odete era louca pela fama e esperava um ‘flash’ a cada mergulho no Piscinão de Ramos, onde frequentava.

4 – Tô certo ou tô errado?

“Tô certo ou tô errado?” (Imagem: Montagem / RD1)

“Roque Santeiro” (1985), de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, trouxe muitas curiosidades e, dentre elas, a frase “Tô certo ou tô errado?”, dita por Sinhozinho Malta (Lima Duarte), pondo em xeque quem desconfiasse de sua palavra. Enquanto dizia a frase, Sinhozinho balançava a pulseira e relógio de ouro que usava nos punhos, chacoalhando-os como uma cascavel.

5 – Sou uma mulher de catiguria

“Catiguria” (Imagem: Montagem / RD1)

A frase que marcou a novela “Paraíso Tropical” (2007), escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, deu à garota de programa Bebel (Camila Pitanga) a fala de maior sucesso entre o público da história. Bebel se mudou da Bahia para o Rio de Janeiro e se achava melhor que as outras meninas de sua profissão. Auto-afirmava-se de “catiguria”, o que caiu nas graças do público que passou a usar o bordão.

6 – Stop, Salgadinho

“Stop, Salgadinho” (Imagem: Montagem / RD1)

“Stop, Salgadinho” vem da novela “Explode Coração” (1995), de Glória Perez. A história, que contava com o cigano Igor Nicolich (Ricardo Macchi), trazia o casal Lucineide (Regina Dourado) e Romualdo Salgado ou, Salgadinho (Rogério Cardoso) sempre com algum conflito de relacionamento. Durante as brigas, Lucineide, para ganhar a discussão, disparava: “Stop, Salgadinho”, que logo caiu na boca do povo.

7 – É justo, muito justo, é justíssimo

A frase, dita pelo coronel Belarmino (José Wilker) em “Renascer” (1993), logo virou febre entre os telespectadores da novela. O bordão nasceu de improviso. Ocorre que Wilker esquecera a fala durante a gravação de uma cena e, sem graça de ficar em silêncio, soltou a frase que acabou marcando a personagem.

8 – Vamo Nhánhá

“Vamo nhanhá” (Imagem: Montagem / RD1)

Outra frase que vem da distante cidade de Greenville, onde se passava a novela “A Indomada” (1997), com autoria de Aguinaldo Silva. A personagem Scarlet (Luiza Tomé) tinha um fogo com seu marido, o prefeito Ypiranga Pitiguary (Paulo Betti) e disparava o “vamo nahná” quando queria uma noite de amor com o marido.

9 – Oxente, my God

“Oxente, my God” (Imagem: Montagem / RD1)

Este é clássico na boca de Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque (Eva Wilma). A vilã da história de “A Indomada” (1997), de Aguinaldo Silva, mesclava o português com o inglês na tentativa de dar um ar de realeza sobre os demais cidadãos da cidade, mas acabava criando mais e mais bordões para o público. Altiva tentava “americanizar” o jeito caipira de falar.

10 – Jamanta não morreu

“Jamanta não morreu” (Imagem: Montagem / RD1)

Não morreu em “Torre de Babel” (1998) como reapareceu em “Belíssima” (2005). Interpretado por Cacá Carvalho, Ariovaldo da Silva Falcão “Jamanta” era considerado com problemas mentais na trama de Silvio de Abreu. As trapalhadas de Jamanta no ferro-velho, onde trabalhava, acabou fazendo com que a personagem ganhasse as graças do público e, claro, entrasse na nossa lista de melhores bordões de novelas.

11 – Are baba!

“Are Baba” (Imagem: Montagem / RD1)

Essa fala, embora não seja em português, traz toda a história de “Caminho das Índias” (2009), com autoria de Glória Perez. A frase, dita por todas as personagens da trama, servia para justificar os bons costumes de uma moça. Na história, a família de Opash Ananda (Tony Ramos) dizia que “uma mulher de respeito deve cuidar da casa do marido, então arrastar o sári no mercado”.

12 – Felomenal

“Felomenal” (Imagem: Montagem / RD1)

Na boca do ‘felomenal’ Giovanni Improtta (José Wilker), em “Senhora do Destino” (2004), de Aguinaldo Silva, o bordão caiu como uma luva na boca do povo. Uma febre que tomou conta de todo o público que disparava o bordão quando algo era sensacional, fantástico ou, claro, “felomenal”. Além desse, havia outros bordões como “Giovanni Improtta de Charme e osso” e “A vaca vai voar”. Mesmo após sete anos do término da novela, o sucesso de “felomenal” era tão arrebatador que virou filme com o nome da personagem, “Giovanni Improtta” (2012).

13 – É chique de doer

“É chique de doer” (Imagem: Montagem / RD1)

Chique de doer os olhos, o bordão era disparado por Elvira (Nívea Stelmann), na novela “Sete Pecados” (2007), escrita por Walcyr Carrasco. A frase era dita quando Elvira, que era louca para se casar com Régis Batista Florentino (Malvino Salvador), via algo bonito. O bordão ainda continua na consciência da sociedade brasileira e é usado ainda nesse caso.

14 – Eu sou rica

Imortalizado por Carolina Ferraz na pele da personagem Norma Gusmão, em “Beleza Pura” (2008). Com autoria de Andréa Maltarolli, Norma chegou ao seu ápice ao berrar a frase “Eu sou ricaaaaaaaaaaaa” durante uma conversa com Guilherme Medeiros (Edson Celulari). Norma dizia que não seria presa porque era rica e, claro, eternizou a fala.

15 – Eu sô chique, bem

“Eu sou chique, bem” (Imagem: Montagem / RD1)

A caipira mais chique da trama, a manicure Márcia (Drica Moraes) marcou sua frase no hall dos bordões de “Chocolate com Pimenta” (2003), de Walcyr Carrasco. A moça se achava elegante demais e soltava o bordão sempre que achava necessário para reforçar a ideia de importância. O público não demorou para comprar a ideia que permeia até hoje na sociedade.

16 – Epa, epa, epa! Muita calma nessa hora!

“Epa, epa, epa! Muita calma nessa hora” (Imagem: Montagem / RD1)

A frase que eternizou Juvenal Ferreira dos Santos ou Juvenal Antena (Antônio Fagundes), em “Duas Caras” (2007), virou referência entre uma discussão acalorada. O líder da Portelinha, favela fictícia da novela escrita por Aguinaldo Silva, foi inserido dentro de conflitos sociais que trazem debates e discussões a cada momento. Juvenal era um líder comunitário carismático que não deixava faltar nada aos moradores da Portelinha.

17 – Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” (Imagem: Montagem / RD1)

O bordão era de Manolo Gutiérrez (Tony Ramos) em “As Filhas da Mãe” (2001), de Silvio de Abreu. A frase, redundante, servia para tentar separar as ‘coisas’, mas Manolo acabava por sair pela tangente quando era posto contra a parede.

18 – Jesus, me chicoteia/Jesus, apaga a luz

“Jesus me chicoteia/Jesus apaga a luz” (Imagem: Montagem / RD1)

Alguns jovens se lembrarão com facilidade desta fala da personagem Yasmin (Mariana Rios), na 15ª temporada de “Malhação”, em 2008. Sucesso entre os adolescentes da época com seu jeito bem humorado e seus bordões como “Jesus apaga a luz” e “Jesus me chicoteia”, Yasmin roubou a cena na novelinha teen e deixou a protagonista Angelina Maciel Rios (Sophie Charlotte) em segundo plano.

19 – Salguei a santa ceia

“Salguei a Santa Ceia” (Imagem: Montagem / RD1)

Um dos mais atuais bordões, embora tenha sido dito em “Amor à Vida” (2013) pelo famigerado Félix Khoury (Mateus Solano), a expressão mexeu com algo intocável por muitos brasileiros: religião. Como Félix não se importava com qualquer coisa, apenas consigo mesmo, disparava muitos bordões dentro da trama de Walcyr Carrasco.

Félix trouxe uma chuva de falas na trama, como: “Você é ruim, mas eu sou muito pior!”, “Pelas rugas de Matusalém!”, “Pelos cachos de Sansão!”, “Devo ter sambado no Santo Sepulcro!”, “O desejo é como uma onda: vem e vai”, “Será que piquei salsinha na tábua dos Dez Mandamentos?”, “Eu abri uma frestinha na porta do armário, dei uma escapadinha para fora, mas eu volto. Entro dentro do armário, tranco a porta com cadeado. Eu juro”, “Strip-tease fora de hora é barraco”, “Quando o queixo bate na merda, a gente aprende a nadar”, “Pior é a mulher quando é pobre, gorda e feia. Aí é uma lástima”, “Nasci para o luxo!”, “Tem dias que eu acordo e pareço um chiclete mascado!”, “Mamãe não tem um coração, tem um mousse de morango no lugar, de tão doce que é!”, “Bofe bom é bofe burro!”, “Gosta de arquitetura? Come o concreto da parede, então!”, “A lei da gravidade é um crime contra a mulher!”, “Sou um livro aberto, mas não pense que eu sou livro pornográfico!”, “Sou tão inofensivo quanto uma mosquinha, apesar de me achar mais parecido com uma mariposa!”, “A confiança é a base para um bom golpe”, “Vou trocar minha aura por um esplendor de purpurina”, “Odeio gente muito feliz!”, “Dormir pouco me deixa com a cara do travesseiro”, “Minha pele borbulha com comida gordurosa”, “Qualquer mulher ficaria molhadinha só de olhar para o abdômen dele!”, “Você não vai ficar nada sexy se tiver que dormir de fraldão”, “Eu não tenho vocação para a pobreza”, “Onde foi que ganhei essa fama de coração de ouro? Ou será que estou em Israel e fui confundido com o Muro das Lamentações?”, “Sabe que é muito difícil ter mais neurônios que o resto da humanidade?”, “Já me conformei, nem todo mundo nasce genial como eu”, “Tenho motivos suficientes pra acreditar que eu lavei cueca na manjedoura”, “Será que eu cobrei juros das trinta moedas de Judas para ouvir uma mentira dessas?”, “Sabe que é muito difícil ter mais neurônios que o resto da humanidade?”, “Se eu gostasse de mulher, tinha virado ginecologista” e “Que toda sua inveja vire gordura” são alguns exemplos.

20 – Deite que vou lhe usar!

“Deite que vou lhe usar” (Imagem: Montagem / RD1)

A célebre frase do coronel Jesuíno (José Wilker), no remake de “Gabriela” (2012) caiu nas graças do público e virou um dos memes mais usados nas redes sociais, na época. A trama clássica de Jorge Amaro, escrita por Walcyr Carrasco, virou febre entre os internautas que colocavam a frase para qualquer situação.

BÔNUS – Vocês não imaginam o prazer que é estar de volta!

“Não imaginam o prazer que é estar de volta” (Imagem: Montagem / RD1)

Essa já virou o bordão do ano e caiu no gosto popular. Dita por Clara Tavares (Bianca Bin) em “O Outro Lado do Paraíso” (2018), a frase foi reproduzida exaustivamente por todos os veículos de comunicação. Nas redes sociais, a imagem da personagem atrelada à frase é corriqueira.

Ocorre que Clara foi humilhada enquanto vivia na cidade de Palmas (TO), onde se passava a novela. Levada a um manicômio, a personagem volta à cidade, mas com um ar de vingança. Rica, Clara entra na festa da alta sociedade, composta por pessoas que lhe fizeram mal no passado e dispara: “Não imaginam o prazer que é estar de volta“, deixando todos com a boca aberta.

A repercussão da fala foi parar dentro do “Big Brother Brasil 18” quando Gleici Damasceno participou de um paredão falso e retornou à casa. Ao encontrar todos na sala, a acreana disse: “Não imaginam o prazer que é estar de volta!”, “quebrando” a internet.

Relembre a volta de Clara!

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Reuber Diirr é jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo com especialidade no entretenimento de TV. Atuante em sites sobre Televisão, Reuber já passou por emissoras como a Record News Espírito Santo e a TV Gazeta, afiliada da Globo no ES. Curioso e ligado em assuntos nostálgicos, Reuber trará temáticas que relembrarão os meandros da televisão brasileira na coluna “TV Nostalgia”, publicada aos domingos no RD1. Siga-o no Twitter, Instagram, Facebook, Snapchat e YouTube em @reuberdiirr.

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