Datena despista sobre disputa com Bolsonaro e aposta no Senado para 2022

José Luiz Datena
José Luiz Datena comenta sobre quadro político (Imagem: Reprodução / Band)

José Luiz Datena tem dúvidas a respeito do seu futuro na política. Pré-candidato à presidência da República pelo PSL, o partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, o apresentador do Brasil Urgente não escondeu os questionamentos em relação ao cargo que irá disputar na eleição do ano que vem.

“Seria ótimo disputar a presidência da República, eu gostaria, mas tem espaço para o Senado e tem espaço para o governo de São Paulo”, despistou em entrevista ao UOL. “Também não adianta ser mané. Se eu sair com 3% nas pesquisas contra 40% do Lula, 35% do Bolsonaro e 15% do Ciro, por que é que eu vou disputar uma eleição que eu não vou ter chances de ganhar?”, questionou.

“Agora se eu tiver de 7 a 10 pontos percentuais, eu vou para cima dos caras”, avisou. Datena comentou sobre uma possível desistência e colocou a “culpa” no carinho que tem por Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes:

“Se o Johnny falar para mim que não quer que eu vá para a política, eu não vou, porque eu tenho respeito pelo Johnny, pela família toda”.

“Não sei se ele quer se livrar de mim, mas meio que ele [Johnny] está me aconselhando a entrar na política dessa vez. Acho quase impossível eu não entrar na política dessa vez”, alertou. “A Band está em uma fase excepcional, mas sabe aquilo de achar que posso fazer mais pelo meu país…”, refletiu.

O apresentador comentou sobre sua relação com o presidente Bolsonaro e revelou que ela surgiu por uma “questão de oportunidade”:

“Ele [Bolsonaro] me passava mensagens, às vezes de madrugada. Hoje eu não tenho afinidade e nem troco mensagens e nem converso com ele. Ele seguiu o caminho dele e eu segui o meu caminho. Nem como fonte [jornalística] eu falo com o presidente”.

“Quando ele [Bolsonaro] queria falar alguma coisa e ligava para mim, eu emendava perguntas que ele não respondia para outros jornalistas. Como ele tinha me ligado, ele era obrigado a responder. Eu perguntei uma vez se ele ia dar golpe, claramente há muito tempo atrás, e ele: ‘Ah, Datena, você acha que quem vai dar golpe vai avisar?’ Bom, agora ele está avisando, né?”, alfinetou.

Sobre um possível golpe, Datena descartou a possibilidade por causa dos militares:

“Eu duvido que os militares de hoje estivessem alinhados a qualquer tipo de atividade golpista do presidente Bolsonaro, que está ficando desmoralizado. Eu duvido que comandantes militares estejam alinhados com o presidente da República. Eu duvido até que ele queira dar golpe”.

“O que ele me falou foi que quem quer dar golpe não avisa. Ele está avisando demais que daria golpe. Acho que isso é falácia e está perdendo cada vez mais a força”, avaliou.

Da Redação
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