Dedé Santana recebe carta branca para captar mais de R$ 1 milhão pela Lei Rouanet

Dedé Santana
Dedé Santana recebe aval para captar mais de um milhão de reais pela Lei Rouanet (Imagem: Reprodução / Globo)

Dedé Santana, fiel eleitor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi autorizado a captar R$ 1,2 milhão de reais em patrocínios pela Lei Rouanet, criada como incentivo ao setor cultural e terrivelmente atacada por eleitores do atual governo.

O projeto do humorista é um circo itinerante que une cinema, teatro e performance de palhaços pelo interior de São Paulo. Dedé Santana recebeu autorização para a captação de 246.732,48 a mais do que o pedido original.

Segundo a Veja, o pedido foi homologado na última terça-feira (6) pelo ex-policial militar André Porciúncula Esteves, atualmente responsável pela Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura.

A área ficou sem contratar pareceristas desde o ano passado. A homologação perdeu força nos últimos meses, mas há dias Esteves recebeu uma lista com a sugestão da área técnica para pedidos de autorização de 139 projetos inscritos na lei.

Ainda de acordo com a reportagem, a servidora número dois da secretaria avisou ao setor que foi montado um “grupo emergencial” que funcionará plenamente por dois meses para desafogar a fila de pedidos na lei. A ideia é que as liberações aconteçam a cada 15 dias, mas em volume reduzido de seis projetos por vez.

A produção Cine Circo Teatro Itinerante Dedé Santana esteve na primeira leva de aprovações. Segundo a proposta, o projeto terá quatro dias de espetáculos e um público final de 44.000 pessoas, sendo 22.000 formado por gratuidades.

Em 2018, Dedé foi até a casa do então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, e disse que ele era a “salvação” dos seus filhos e netos. O comediante Paulo Cintura também apareceu no encontro. Os dois, aliás, chegaram abraçados.

Em janeiro de 2020, o comediante esteve em um evento no Palácio do Planalto com o presidente e cantores sertanejos. Dois dias depois, ele disse que jornal O Globo que estava atrás do presidente para “a situação agonizante” dos pequenos circos do país.

Quatro meses depois, em maio, Dedé Santana deu entrada com o seu projeto para avaliação na lei de incentivo à cultura. Um mês antes, o ex-Trapalhão declarou ao jornal Folha de S. Paulo que Regina Duarte, então secretária Especial de Cultura, havia resgatado “grande esperança aos circenses” por causa de uma homenagem feita por ela no dia do circo.

Da Redação
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