Exclusivo: Bruno Cabrerizo celebra êxito profissional com 3ª novela no Brasil

Bruno Cabrerizo
Bruno Cabrerizo (Marcelo) em Quanto Mais Vida, Melhor!; ator celebra trabalho no Brasil em meio às dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 (Imagem: João Miguel Jr. / Globo)

A vida vai muito bem, obrigado. Com saúde, tá tudo certo”. Prestes a estrear sua terceira novela no Brasil, fazendo o que mais ama e namorando há dois anos a atriz Carol Castro, Bruno Cabrerizo não se queixa. O único senão é a saudade dos filhos Gaia e Elia, que moram na Itália com a mãe: “São ossos do ofício, preciso estar aqui para trabalhar”.

A partir do dia 22 de novembro, Cabrerizo dará vida a Marcelo, seu personagem em Quanto Mais Vida, Melhor!, a próxima novela das sete, de Mauro Wilson. Entre as gravações, nos momentos de folga, Bruno se diverte nas ondas do mar da Barra. Ex-jogador de futebol profissional, o ator começou a surfar em 2019 e faz do esporte quase uma religião: “Não vivo sem”.

RD1 – Você está prestes a estrear sua terceira novela no Brasil. Conta pra gente um pouco sobre este novo trabalho, como foi o desafio de gravar durante uma pandemia.

Bruno Cabrerizo – No início foi mais complicado, mas acabamos nos acostumando. Tem aquela insegurança inicial pelas questões do Covid, mas a Globo sempre nos deixou seguros em relação a isso, com todos os protocolos de saúde. Agora, já estamos na reta final. Claro que a máscara sempre incomoda, principalmente para ensaiar, porque a gente só tira mesmo para gravar.

RD1 – O que o Marcelo traz de ensinamento para o Bruno? E o que o Bruno empresta para ele?

Bruno Cabrerizo – O Marcelo é muito determinado, segue seus objetivos, apesar de usar artimanhas um tanto quanto questionáveis, moralmente falando. O Bruno empresta pra ele essa determinação, que sempre teve graças ao esporte.

RD1 – A novela estreia praticamente toda gravada, né? Como é pra você, como ator, fazer uma obra aberta que será “fechada”? Acha que isso pode prejudicar um pouco o resultado final?

Bruno Cabrerizo – Estreia gravada, vamos terminar as gravações na semana da estreia. Não é fácil, fico receoso, né? Estamos dentro de um túnel escuro e não sabemos se estamos indo no local certo, não vemos a saída. Mas o Allan Fiterman, nosso diretor artístico, mostrou cenas, reuniu os núcleos pra gente poder entender. Confiamos muito no trabalho da direção. A gente se guia no que eles dizem, e tenho certeza que o trabalho está sendo bem feito, até mesmo pelo que conseguimos ver já pronto.

Não acho que prejudica o resultado final, a direção está muito coesa, todos já sabem o arco histórico. Temos que ver o copo meio cheio, o fato da pandemia também ajudou a gente a conseguir trabalhar com mais calma, sem entrar naquela máquina massacrante de quando estamos em um ritmo normal, que pode perder qualidade. Com esse tempo todo, pudemos gravar menos cenas por dia, então, naturalmente a qualidade se manteve.

RD1 – Durante esse mais de ano e meio de pandemia, de muitos momentos de incertezas, você conseguiu tirar algum aprendizado? Ficou algo de positivo para você?

Bruno Cabrerizo – O aprendizado, na verdade, é o que sempre soube e sempre falei: a gente sem saúde não vai a lugar algum. Não tem dinheiro, bens materiais que paguem a sua saúde. Saúde é o nosso bem mais importante. Passei a ter mais atenção a coisas que eu não percebia antes, coisas do dia-a-dia mesmo, banais, e que a gente acaba dando tudo por certo. Temos que viver o presente.

RD1 – Após QMVM, você já tem algum novo projeto profissional no Brasil? E os planos de atuar em Portugal, como estão?

Bruno Cabrerizo – Nada no Brasil por enquanto. Tenho planos, sim, para Portugal. O mercado português nunca se fechou pra mim desde que vim trabalhar no Brasil, já tive algumas propostas mas as datas não bateram. Agora, vamos ver se vai rolar alguma coisa.

RD1 – Antes da pandemia você estava em cartaz com a peça O Marido do Daniel e recebeu até prêmio pela sua interpretação. Tem chance da peça voltar? Este foi um trabalho que te tirou da zona de conforto?

Bruno Cabrerizo – Gostaria muito que a peça voltasse. Íamos entrar em cartaz em maio / junho de 2020, no Shopping da Gávea (Rio de Janeiro), mas acabou que foi cancelada por causa da pandemia. Agora tem questão de direitos autorais, não sei se já venceram, não é a minha área, mas eu gostaria muito mesmo que voltasse.

Foi um trabalho muito desafiador, eu fazia um personagem homossexual, tinha beijo, nunca tinha feito – já tinha beijado outro homem no cinema, mas não no teatro –, mas pelo tema, pela dificuldade do personagem, que era bem denso, me tirou da zona de conforto, sim. Aprendi muito.

RD1 – Você tem algum “personagem dos sonhos”, algo que gostaria muito de fazer?

Bruno Cabrerizo – Não sei se tenho um personagem dos sonhos, mas o que eu gostaria de fazer, sem dúvida, é algo com ação, séries, ou um filme tipo Tropa de Elite, sabe? Usufruir do meu lado ex-atleta, fazer o policial, ou o bandido, mas algo que tenha ação.

Vapt-vupt

A cena de novela que eu gostaria de ter feito é…

Nem é de novela, mas gostaria de ter feito a cena de Dirty Dancing, do Patrick Swayze e Jennifer Grey, eles dançando, quando ele a levanta, com aquela música épica e ele diz “Ninguém bota a Baby no canto” (risos), adoro essa frase.

Se minha vida fosse um título de novela, seria…

O Cigano (risos)

A música-tema da minha vida é…

Deixa a vida me levar

No meu horário nobre eu gosto de…

Assistir séries, ver jogo de futebol. E na maioria das vezes, as duas coisas ao mesmo tempo. A TV fica no mudo, vendo o jogo, e assisto a série no computador.

Em “a seguir cenas dos próximos capítulos”, estarei…

Com meus filhos, na Itália.

Na minha vida, vale a pena ver de novo…

Tudo o que eu fiz pra chegar onde estou hoje.

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Fernanda Menezes Côrtes
Fernanda Menezes Côrtes é jornalista, com mais de 20 anos de experiência em assessoria de comunicação, sendo os últimos onze anos voltados ao mundo do entretenimento e da televisão. Trabalhou na comunicação da Globo e do Canal Viva e como assessora de artistas.
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