Exclusivo: Vilã de Gloria Pires na próxima novela de João Emanuel Carneiro ganha nome

Gloria Pires
Gloria Pires encabeça elenco da próxima novela de João Emanuel Carneiro, Olho Por Olho; estreia segue prevista para 2022 (Imagem: Ellen Soares / Globo)

A personagem de Gloria Pires em Olho Por Olho, próxima novela de João Emanuel Carneiro, vai atender por Zoé. Isso se o autor não mudar de ideia até o início das gravações, previsto para o segundo semestre de 2021; a estreia ficou para o ano seguinte, após o remake de Pantanal, conforme adiantado por esta coluna do RD1 e confirmado ontem (16) em entrevista de João Emanuel ao Conversa com Bial.

Zoé é mãe da deficiente visual Maíra, a cargo de Letícia Colin. A julgar pelas características já conhecidas da figura – que rejeita a filha cega, numa relação de animosidade –, a Zoé de Gloria tem tudo para reluzir na galeria de vilãs de JEC.

O autor é “pai” de Bárbara (Giovanna Antonelli) de Da Cor do Pecado (2004), Leona (Carolina Dieckmann) em Cobras & Lagartos (2006), Flora (Patrícia Pillar) de A Favorita (2008), Carminha (Adriana Esteves) em Avenida Brasil (2012), Atena (Giovanna de novo) em A Regra do Jogo (2015) e a dupla Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana outra vez) em Segundo Sol (2018).

Cabe lembrar que Olho Por Olho conta, até o momento, com Chay Suede, Dani Calabresa, Edson Celulari, Eliane Giardini, Humberto Carrão, Kelzy Ecard, Klebber Toledo, Lilia Cabral, Miguel Falabella, Sophie Charlotte, Suzy Rêgo, Tonico Pereira, Tony Ramos e Vera Fischer.

A direção artística cabe a Carlos Araújo, de Éramos Seis (2019). Gustavo Fernandez, de Órfãos da Terra (2019), responde pela direção geral. Carneiro, aliás, elogiou Fernandez no ‘Conversa’ exibido nesta sexta-feira (16). Foi ele o responsável pela sequência, sem falas, em que Carminha chora após sabotar o barco do amante Max (Marcello Novaes), em ‘Avenida’.

Falando nisso…

O burburinho sobre a suposta inversão de Pantanal e Olho Por Olho cheira à “queda de braço” entre Silvio de Abreu, diretor de dramaturgia da Globo, e Ricardo Waddington, diretor de produção da casa. A coluna está encafifada desde a matéria do Fantástico sobre a nova versão do clássico de Benedito Ruy Barbosa – que, anos atrás, tornou pública sua desavença com Silvio. No “show da vida”, apenas Ricardo se manifestou a respeito de um projeto que, pressupõe-se, está sob o guarda-chuva do departamento de Abreu.

Uma mudança na fila acarretaria problemas para Glória Perez. É que a autora faz questão de repetir, em sua próxima empreitada às 21h, a parceria de A Força do Querer (2017) com Rogério Gomes, escalado para a direção artística de Pantanal. E também para a reedição do folhetim da Manchete. As filmagens in loco serão realizadas no período de seca, no meio do ano – assim como no extinto canal –; na década de 1980, a Globo desistiu do texto justamente pela inviabilidade de gravar durante a cheia, entre a primavera e o verão.

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Luma de Oliveira (Ana Maria) em Meu Bem, Meu Mal; trama está disponível no Globoplay (Imagem: Divulgação / Globo)

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Disponível no Globoplay desde o último dia 28, Meu Bem, Meu Mal impressiona pela fragilidade do enredo. A impressão é que Cassiano Gabus Mendes não sabia para onde levar a trama, concebida às pressas para substituir Rainha da Sucata – em meio às mudanças que a Globo implantou, naquele 1990, por conta do êxito de Pantanal na concorrência. É, claramente, um produto de seu tempo, com achincalhe a homossexuais e desrespeito às mulheres. Apesar disso, vale espiar. Os diálogos de Cassiano, o elenco, a direção e a produção tornam o produto final quase irresistível; mesmo achando “tensa”, não consigo parar de ver, especialmente por valores como Jorge Dória (Emílio), Yoná Magalhães (Valentina) e Zilda Cardoso (Elza).

No mais, há de se lamentar que uma personagem tão incrível como Ana Maria, a oportunista apaixonada, tenha caído nas mãos de uma atriz de quase nenhum recurso como era Luma de Oliveira.

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Marco Pigossi (Bento) em Sangue Bom; folhetim de 2013, disponível no Globoplay, serve como reprise alternativa às 19h30 (Imagem: Zé Paulo Cardeal / Globo)

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E enquanto a Globo reapresenta a nada saudosa, para mim, Haja Coração (2016), decidi rever Sangue Bom (2013), bem-sucedida incursão de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari às 19h. O título, também disponível no Globoplay, conta com uma primeira semana eletrizante! Na apresentação dos principais personagens, Sophie Charlotte como Amora Campana, destoa dos demais. A atriz está um “tantinho” acima do tom neste início… Impossível, porém, não se apaixonar de cara por Malu (Fernanda Vasconcellos), Giane (Isabelle Drummond) e Bento (Marco Pigossi) – mocinho que pratica sexo casual com a amiga Charlene (Mayana Neiva), algo inconcebível no antiquado remake de Sassaricando (1987).

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Outra dica para quem quer fugir de Haja Coração: a partir do dia 9, 19h30, a Rede Família, emissora do Grupo Record situada no interior de São Paulo, reprisa Vidas Cruzadas (2000). Trata-se do primeiro repeteco da novela estrelada por Patrícia de Sabrit (Letícia / Luísa) e Dalton Vigh (Lucas) – destaques como par romântico de Pérola Negra (1998), do SBT. Também no elenco Alexandre Barillari, Ângela Leal, Gianfrancesco Guarnieri, Laura Cardoso e Sérgio Britto. É possível acompanhar ‘Vidas’ pelo sinal ao vivo disponibilizado no site da estação, que, atualmente, reexibe Cidadão Brasileiro (2006) e Pecado Mortal (2013), às 14h10 e 19h30.

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Carlos Henrique Marques, colaborador nas novelas de Íris Abravanel, está à frente de três longas-metragens produzidos no exterior (Imagem: Divulgação)

Enquanto o SBT não reativa seu departamento de dramaturgia, o roteirista Carlos Henrique Marques – colaborador de todas as tramas “para a família” assinadas por Íris Abravanel – ingressa no mercado americano e inglês com três longas-metragens em fase de pré-produção: Rosa The Fighter, Henry e Guinevere. O primeiro, inclusive, foi premiado Cannes Screenplay Festival, na Categoria Drama, e indicado como melhor roteiro original no Burbank Film Festival e no Beverly Hills Film Festival na Califórnia, conta com a parceria da New York Film Academy, responsável por fornecer equipamento e equipe de filmagem.

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.

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