Mauricio de Sousa
Filho de Mauricio de Sousa, Mauro Sousa namora Rafael Piccin há 10 anos (Imagem: Reprodução / Instagram)

Mauro Sousa fez um desabafo sobre a onda de ataques que tem sofrido desde o dia em que mostrou o seu lado romântico ao lado do namorado, Rafael Piccin. O filho do cartunista Mauricio de Sousa fez um textão e deu exemplos de comentários que leu nos últimos dias.

No início, o famoso destacou que o texto não fala apenas dele. “O caso é comigo, mas o foco não sou eu. Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro) e ele não vem à toa“, declarou.

O diretor deu exemplos de comentários que já leu em suas publicações. “Há os preconceituosos indiretos, que se disfarçam de bem-intencionados com o discurso do ‘É inadequado’ ou do ‘Não é natural’, e há os bem diretos, desejando que eu ‘apanhe de arame farpado’“, apontou.

Mauro enfatizou que todos eles são intencionalmente cruéis. “Essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho“, escreveu.

Em seguida, mostrou uma válvula de escape que tem no dia a dia: “Eu posso escrever. Não que a intenção seja transformar minha rede social em um diário aberto ou um muro de lamentações (muito pelo contrário), mas é aqui que vou ser lido e acolhido por vocês, meus seguidores“.

Confira:

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Este texto pode parecer sobre mim, mas não é. O caso é comigo, mas o foco não sou eu. Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro) e ele não vem à toa. A vontade de escreve-lo apareceu por conta das dezenas de mensagens homofóbicas que recebo todos os dias por eu abordar o assunto LGBT, seja na minha vida pessoal ou no trabalho. E elas são muitas. Muitas mesmo. Há os preconceituosos indiretos, que se disfarçam de bem-intencionados com o discurso do ”É inadequado” ou do “Não é natural”, e há os bem diretos, desejando que eu “apanhe de arame farpado”. E não há pior, todos são intencionalmente cruéis – essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho. Meu primeiro impulso é recuar e apenas observar a barbárie acontecendo enquanto fico ali, perplexo, no meu “ensaio sobre a cegueira”. Mas eu tenho um escape, eu tenho o meu truque: eu posso escrever. Não que a intenção seja transformar minha rede social em um diário aberto ou um muro de lamentações (muito pelo contrário), mas é aqui que vou ser lido e acolhido por vocês, meus seguidores. Mesmo que virtualmente, vocês me reconfortam e me mantêm na trilha. E isso é bom. Mas como eu disse, este texto não é sobre mim. Este texto é sobre os milhares de LGBTs por aí que não podem escrever, que sofrem calados, que morrem espancados na sarjeta como se fossem ratos. Se eu, com todo o suporte que tenho, sou atacado e ainda me abalo, imaginem a grande maioria desamparada que não têm ninguém? Então, seguidores, o meu pedido é que, da mesma forma que vocês me ajudam, também se atentem às pessoas ao redor. Em especial, aos LGBTs ao seu redor. Sejam adultos ou crianças, eles podem estar precisando de um ombro amigo. E todos nós, mais do que nunca, estamos precisando nos dar as mãos e não soltar mais. ✏️: na ilustração da minha irmã @marinatakeda , estamos eu, ela e meu irmão @maurisousa_ , abraçados, protegidos, fortalecidos, como sempre estivemos e como todos devemos estar. #maisamor

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