Galvão Bueno abre o jogo sobre aposentadoria e manda indireta: “Ninguém é obrigado a gostar de mim”

Galvão Bueno
Galvão Bueno fala sobre carreira e descarta aposentadoria (Imagem: Reprodução / Globo)

Na cobertura das Olimpíadas de Tóquio, Galvão Bueno fez sucesso com suas narrações e inclusive virou meme em diversas delas. Nos últimos meses surgiram boatos de que o principal narrador da Globo iria se aposentar, mas, pelo visto, isso nem passa pela cabeça do apresentador.

Durante as transmissões dos Jogos Olímpicos, ele afirmou que estará presente nas disputas de Paris, em 2024, e na Copa de Catar, em 2022. “A Copa do Catar já estava dentro do projeto atual. Eu tenho um compromisso com a Globo, e a Globo comigo, que vai até dezembro de 2022. Ficamos de conversar depois sobre o que possa vir a acontecer”, contou em entrevista ao Notícias da TV.

E ainda complementou: “Eu amo Olimpíada. O esporte é a grande celebração da vida, e a Olimpíada é a grande celebração do esporte. E casa que, exatamente em 2024 [na Olimpíada de Paris], vou completar 50 anos de profissão. Não consigo me ver fora de Paris. Como eu vou? Não sei. Espero que seja pela Globo, fazendo meu trabalho, como sempre fiz. Mas não sei…”.

Já sobre o fato de afastar dos microfones, Galvão foi enfático ao dizer que não há data definida. “Absolutamente indeterminado. Aliás, nunca existiu com tempo determinado. Essa Olimpíada me fez muito bem. Eu me senti solto, à vontade e feliz. Talvez, até um pouco exagerado demais (risos). Me dei bem desde o primeiro dia, na cerimônia de abertura, quando conversei com a Rayssa Leal, a Fadinha, e eu disse: ‘Zerei a vida’. E isso virou notícia. Gostei demais desse contato mais direto através das redes sociais. Algumas postagens passando de 2 milhões ou 3 milhões de visualizações”, detalhou.

E seguiu: “Então, se sinto que ainda estou fazendo o meu trabalho bem. Se sinto que as pessoas ainda estão gostando do que eu faço. Se sinto que a voz está boa, que estou bem e feliz. Parar por quê? Por que marcar alguma data para parar? Talvez a novidade seja essa. Vai parar quando? Não sei e não tenho a menor ideia. Está bom demais”.

Em 2010, na Copa da África, a hashtag Cala a Boca Galvão fez sucesso na internet. Na época, o jornalista nem era muito ligado nas redes sociais, e foi criticado pelas suas longas falas durante a transmissão.

Apesar de ainda levar a fama de falastrão, o global não se importa com isso. “Sempre fui criticado. Sempre fui odiado por uma parte e amado por outra. Ainda bem que a parte do amor é muito maior do que a parte do ódio. Mas ninguém é obrigado a gostar de mim. Ninguém é obrigado a gostar do meu trabalho. Mas as coisas, realmente, mudam. As redes sociais mexeram com esse tipo de coisa”, destacou ao falar sobre o fato de algumas pessoas começarem a gostar de suas declarações na TV.

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Da Redação
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