Globo planeja onda de demissões; saiba o motivo

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Decisão da Globo é mudar a forma de trabalho entre os profissionais (Imagem: João Cotta / Globo)

A alta cúpula da Globo deve fazer um plano de demissão em massa por todo o departamento operacional em breve. Segundo informações do site TV Pop, o processo foi aprovado por todas as esferas executivas.

A ideia da emissora, de acordo com a publicação, é a terceirizar o setor de operações de todos os seus canais de televisão, inclusive na TV aberta, para produtoras, justamente para buscar cortar custos da empresa e, assim, poder focar em áreas mais estratégicas, como otimizações de tecnologia e modificações na plataforma de streaming do grupo.

Ainda segundo a publicação, as demissões devem acontecer ainda neste ano ou logo no começo de 2022. Nos bastidores da emissora, a ideia da terceirização tem dividido opiniões. Isso porque alguns profissionais têm comentado sobre os erros que aconteceram em coberturas importantes, como os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Outra novidade que pegou muita gente de surpresa foi a que a Globo demitiu o repórter Alberto Gaspar, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo da emissora. Ele não foi o único. Ari Peixoto, outro peso pesado do telejornalismo, foi dispensado da empresa pelo mesmo motivo.

O clima pesou na redação da Globo, no Rio de Janeiro, segundo o Metrópoles. A direção não emitiu nenhum comunicado oficial a respeito do trabalho da dupla ao longo de mais de três décadas de trabalho.

A Globo pensou no financeiro e dispensou dois nomes antigos na casa e responsáveis por salários considerados elevados. Foi mais um sinal do corte de gastos que tanto a família Marinho cobrou nos últimos meses para que fosse colocado em prática.

Lembrando que na semana passada, a Globo demitiu o repórter especial Roberto Paiva e o produtor especial Robinson Cerântula. O correspondente Fernando Saraiva, de Londres, também foi desligado.

Vale lembrar que Alberto Gaspar começou na Globo em 1980. Ele foi correspondente da emissora na Argentina, na década de 2000, e em Jerusalém. Nos últimos anos, era integrante da equipe de jornalismo do canal em São Paulo. Ele esteve em afiliadas da Globo no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto e Campinas, e em Minas Gerais, em Varginha.

Ele cobriu o acidente do avião Fokker 100 da TAM, em 1996, que caiu logo depois de decolar de Congonhas. Em 2014, cobriu a morte do candidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos (1965-2014), em Santos, no litoral de São Paulo.

Já Ari Peixoto chegou ao canal em 1987 e foi correspondente na Argentina e no Oriente Médio. Para a sua chegada ao canal carioca, ele foi educadamente obrigado a tirar a barba. Ele fez matérias sobre o tráfico no Rio de Janeiro e esteve à frente de reportagens sobre o Carnaval da cidade.

Como correspondente no Oriente Médio, Ari mostrou de perto a Primavera Árabe, em 2011. No mesmo ano, foi para Brasília. Em 2013, voltou para o seu posto na redação do Rio de Janeiro.

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Da Redação
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