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Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques a Ancine (Imagem: Reprodução/ Planalto)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a atacar a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e ainda afirmou que pretende extinguir o órgão. Desde a semana passada, o mandatário faz críticas à agência e transferiu sua sede do Rio de Janeiro para Brasília.

“Vamos buscar a extinção da Ancine. Não tem nada que o poder público tenha que se meter a fazer filme”, disse o político, que voltou a citar o caso do filme “Bruna Surfistinha”, lançado em 2011.

Na época, o filme recebeu cerca de R$ 4,3 milhões em renúncia fiscal, de acordo com a Ancine, mas obteve bilheteria de R$ 20 milhões e foi visto por mais de 2 milhões de espectadores no cinema.

Jair Bolsonaro até comentou que solicitou que o órgão recue na autorização dada para captação de R$ 530 mil em isenção fiscal para a produção do documentário “Nem Tudo se Desfaz”, do diretor Josias Teófilo, que trata dos acontecimentos que levaram à eleição do presidente em 2018.

“Deixo bem claro, quem no Brasil quiser fazer filme com Bruna Surfistinha, seja quem for, fique à vontade. Isso, se nós fôssemos interferir, seria uma censura. O que nós não podemos admitir e não queremos, é esse tipo de filme, ou filme de político, como o meu, [seja feito] com dinheiro público”, disparou ele em live no Facebook.

Umas das medidas em estudo no governo é retirar da Ancine a gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Criado pela Lei nº 11.437/2006, o FSA é destinado ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil.

Cabe lembrar que o fundo contempla atividades associadas aos diversos segmentos, como produção, distribuição, comercialização, exibição e infraestrutura de serviços, por meio de investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros.

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