Léo Lins é condenado na Justiça a indenizar índio por piada

Léo Lins
Léo Lins foi novamente processado por piada (Imagem: Reprodução / SBT)

A Justiça de São Paulo decidiu condenado Léo Lins a indenizar em R$ 20 mil o índio Ronildo Amandius, cacique da aldeia Paranapuã, em São Vicente (SP). O motivo foi uma polêmica piada que o humorista fez utilizando a imagem dele.

Tudo aconteceu em 2018, quando o integrante do The Noite, do SBT, publicou em suas redes sociais uma foto do cacique na qual ele exibia a palma da mão com os dizeres “índio não é fantasia”.

Na legenda, Léo Lins disparou: “Alguém dá um espelho para esse índio, para ele parar de chorar”. Em seguida, ele ainda destacou: “Estou fazendo essa piada aqui por que sei que índio não vai se ofender, pois, se ele respeita as tradições indígenas, a tribo dele não tem Wi-Fi. Então ele nem vai ver”.

No processo, então, o representante do cacique afirmou que o humorista do SBT feriu a “paz e a honra de todos os indígenas brasileiros”. Em texto, a defesa lembrou o contexto histórico-social e disse que as publicações são ofensivas e vexatórias e que ficou “profundamente abalado”.

Por causa da situação, Ronildo pediu à Justiça R$ 200 mil de indenização, a retirada da publicação e que o artista fosse condenado a divulgar uma nota de retratação.

Léo Lins, por sua vez, afirmou nos tribunais que, na época da postagem, estava sendo travado um debate na opinião pública sobre se era aceitável ou não as pessoas se fantasiarem de índio. O humorista disse que, com a sua postagem, o cacique havia justamente fomentado o debate.

“A conduta de Lins nunca teve o fim específico de ofender o grupo étnico-racial, mas teve ânimo de instigar o debate sobre o uso de fantasias durante o carnaval“, garantiu a defesa do famoso.

“Por se tratar de um humorista, é de se esperar que sejam postadas piadas e críticas sociais”, disse o artista, que ainda falou que, sobre o uso da imagem do cacique, se tratava de uma fotografia amplamente divulgada pela mídia.

O juiz Dimitrios Zarvos Varellis, então, declarou que a postagem de Lins tinha finalidade comercial – pois ele divulgava seu show – e que ele não poderia ter utilizado a imagem do cacique. Ele ainda pode recorrer da decisão.

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