Livro de Dercy Gonçalves tem revelações inéditas sobre vida da famosa; veja detalhes

Dercy Gonçalves
Livro de Dercy Gonçalves tem revelações sobre a famosa (Imagem: Divulgação / Globo)

Dercy Gonçalves (1907-2008) viveu muita coisa. Coisas, inclusive, que muita gente nem sabe. Muitos detalhes da vida da atriz, então, estão no livro Minha Tia Dercy, onde Lucy Freitas, sobrinha-neta da famosa, faz revelações inéditas.

A obra ganha forma 13 anos após a morte da humorista e 27 anos depois da biografia Dercy: De Cabo a Rabo, escrita por Maria Adelaide Amaral. Lucy morou por 23 anos na casa da tia-avó e, por isso, sabe de muita coisa.

Ao Splash, ela adiantou algumas histórias inusitadas da famosa, que viveu mais de 100 e ficou conhecida por não fazer economizar nos palavrões.

“Amava muito minha tia e tínhamos gênios parecidos, por isso de vez em quando ‘ficávamos de mal’. Quando a Maria Adelaide escreveu a biografia, estávamos brigadas, por bobeira, e eu não pude colaborar”, ressaltou ela.

A sobrinha-neta da atriz acrescentou: “Presenciei muitas histórias e pensei que poderia existir uma segunda edição do livro sobre Dercy Gonçalves. Além disso, titia viveu 14 anos após a primeira biografia ser publicada, tinha muita história nova para contar”.

Além do laço familiar, as duas trabalharam juntas por três décadas no teatro e televisão. “Começo este livro de memórias a partir da primeira visão que lembro da minha tia. Foi no Teatro Recreio, no Rio, em 1954”, disse.

Tinha 3 anos e me recordo dela de vestido longo, toda bonita, dançando. Ela me viu na coxia e piscou para mim. Naquele momento vi uma fada e descobri aquela mulher como minha tia. Virei fã e a idolatrei sempre. Titia era um ser encantado para mim”, explicou ela.

A parente da famosa detalhou a vez em que ela comprou briga em um centro de umbanda no Rio e discutiu com uma pomba gira:

“Normalmente, os palavrões da Dercy não a colocavam em situações complicadas. Já estavam todos acostumados. Mas uma vez fomos visitar um centro de umbanda e percebi que uma das médiuns olhava minha tia com desdenho”.

“Era uma festa de exus aquele dia, e quando a médium recebeu a pomba gira falou para Dercy: ‘Não gosto de você’. Ela respondeu: ‘Dane-se, também não te conheço e não gosto de você’. Elas trocaram algumas palavras até que a pomba gira a ameaçou: “Não brinque que eu posso quebrar a sua perna”. Minha tia respondeu: ‘E eu posso te mandar tomar no?'”, completou.

Dercy morreu no dia 19 de julho de 2008, após uma complicação decorrente de uma pneumonia. A escritora ressaltou que por muitos anos não acreditou no motivo da morte da tia.

“Minha tia dava alguns sinais que me levavam a crer que ela não conseguia ficar sozinha. Por isso imagino que ela tinha crises de pânico e que, ao ficar internada com pneumonia, pode ter morrido por isso. Por pavor ao se ver sozinha. Na minha cabeça ela era muito forte, não morreu de pneumonia, e sim de pânico. Falo isso, é claro, por que eu acho, sem comprovação alguma”, disparou.

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