Lola padece com crime de Alfredo e ganância de Julinho na reta final de Éramos Seis

Éramos Seis
Lola (Gloria Pires) padece com atitudes dos filhos nos últimos capítulos de Éramos Seis (Imagem: Divulgação / Globo)

Novela escrita por Ângela Chaves, que a Globo exibe às 18h, Éramos Seis chega ao fim no próximo dia 27. Até lá, a protagonista Lola (Gloria Pires) vai sofrer com as investidas dos filhos Alfredo (Nicolas Prattes), Isabel (Giullia Buscacio) e Julinho (André Luiz Frambach). E amargar a solidão, longe, inclusive, do crush Afonso (Cássio Gabus Mendes).

Os capítulos previstos para a penúltima semana, de 16 a 21 de março, guardam apenas uma “boa notícia” para a matriarca da família Lemos: a morte da inimiga Shirley (Bárbara Reis). A vilã padece após contrair tifo, enfermidade que quase levou Afonso, após o acidente de automóvel que sofreu durante uma investida dos inimigos das tropas paulistas na Revolução de 1932.

Abalada com a partida da mãe, Inês (Carol Macedo) acaba atrapalhando o romance do pai adotivo com a vizinha. Especialmente por querer distância do clã, depois que descobre estar grávida de Alfredo (Nicolas Prattes). A enfermeira exige que Afonso guarde segredo sobre a paternidade do filho que espera, uma vez que Lúcio (Jhona Burjack), com quem Inês vai acabar se casando, irá assumir o bebê.

Alfredo, neste momento, estará fora do país. Ele mata Osório (Nicola Siri) no capítulo do próximo sábado (14); o dono da oficina é vítima de uma armadilha articulada por ele e por Gusmões (Stepan Nercessian) contra o filho de Lola. O arruaceiro foge em um navio, com a ajuda da namorada Adelaide (Joana de Verona) e, pasmem, de Emília (Susana Vieira). A distância do filho acaba deixando a protagonista de Éramos Seis vulnerável…

É quando Julinho entra em cena, provando ter mais em comum com o pai, Júlio (Antonio Calloni), do que do nome. Decidido a tornar-se sócio do futuro sogro, Assad (Werner Schünemann), ele convence Lola a vender a casa que ela tanto suou para pagar. A doceira acata, despede-se de Afonso com um beijo apaixonado e parte para o Rio de Janeiro com o filho.

Na Cidade Maravilhosa, Lola enfrenta as resistências da nora, Soraia (Rayssa Bratillieri), e da madrasta desta, Karine (Mayana Neiva). Cabe lembrar que, na versão da Tupi e do SBT, a heroína optou por viver em um asilo, após passar pela mansão de Julinho e pela residência de Isabel e do marido, Felício (agora, Paulo Rocha). Fez assim jus ao título: dos seis, acabou sozinha.

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Almeida (Ricardo Pereira) e Clotilde (Simone Spoladore) terão final feliz em Éramos Seis (Imagem: Camilla Maia / Globo)

Tristeza para Lola – caso a última semana não reserve o reencontro dela e de Afonso –, alegria de Clotilde (Simone Spoladore) e Durvalina (Virgínia Rosa). No capítulo de sábado (21), Clotilde se casa com Almeida (Ricardo Pereira) no Uruguai, enquanto Durvalina vence um concurso como cantora na rádio. A empregada também reencontra o filho perdido, Marcelo (Guilherme Ferraz).

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Tonico (Alexandre Nero) e Jorge (Michel Gomes): irmãos e rivais em Nos Tempos do Imperador (Imagens: João Miguel Júnior – Paulo Belote / Globo)

Substituta de Éramos Seis, Nos Tempos do Imperador estreia dia 30, trazendo Alexandre Nero de volta às novelas. O ator está longe do gênero desde 2016, quando concluiu A Regra do Jogo – descontando Onde Nascem os Fortes, batizada “supersérie”; nada mais do que novela das 23h metida à besta. Nero responderá por Tonico, malvado-mor da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão.

Após anos em Pernambuco, ele volta à fazenda do pai, Coronel Ambrósio (Roberto Bomfim), na Bahia. Encontra o genitor morto; alvo, supostamente, do escravo Jorge (Michel Gomes). Tonico jura vingança, sem imaginar que o acusado é seu irmão bastardo. E também o responsável por fazer Pilar (Gabriela Medvedovski), sua noiva, fugir do compromisso firmado pelos pais deles.

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Juliana Schalch nos bastidores das gravações de Um Lugar ao Sol na República Tcheca (Imagem: Juliana Schalch)

Falando em novela nova… Um Lugar ao Sol vem aí às 21h, na sequência de Amor de Mãe. A equipe do folhetim de Lícia Manzo finalizou os trabalhos em Praga, na República Tcheca. As cenas contaram com Alinne Moraes (Bárbara), Cauã Reymond (Renato) e Juliana Schalch (Hanna), no registro acima. Juliana estreou em Três Irmãs (2008); marcou presença também em O Brado Retumbante (2012) e A Teia (2014). Ela volta à Globo após protagonizar O Negócio (2013), na HBO, e participar de Jezabel (2019), na Record.

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Tônia Carrero (Rebeca) em Sassaricando; novela de 1987 ganha reprise no Canal Viva (Imagem: Divulgação / Globo)

Pingue-pongue

  • A coluna deste sábado (7) da jornalista Patrícia Kogut, de O Globo, destaca a estreia de Sassaricando no Canal Viva. O clássico de Silvio de Abreu substitui Brega & Chique – lançada no último dia 19 – às 14h30, com reapresentação à 0h45.
  • Curioso constatar que o mesmo se deu em 1987, às 19h, na Globo. Situação semelhante, no Viva, só com Despedida de Solteiro (1992) abrindo espaço às 15h30 para Mulheres de Areia (1993), tal qual nas exibições originais, às 18h.
  • Cabe lembrar também que, cinco anos atrás, Sassaricando esteve cotada para a vaga de Pedra Sobre Pedra (1992). Por questões de direitos, agora resolvidas, o canal optou na ocasião por Cambalacho (1986), também de Silvio.
  • Em se tratando de Canal Viva, porém, é bom confiar, desconfiando. Outros títulos anunciados recentemente acabaram engavetados. Casos de Jogo da Vida (1981), Tititi (1985), Roda de Fogo (1986), Força de um Desejo (1999) e Chocolate com Pimenta (2003).
  • Aliás, a substituta de Brega & Chique, que estreou dia desses, já é conhecida. Mas a de Cabocla segue indefinida. Chocolate com Pimenta pode ficar para depois, com Eta Mundo Bom (2016) – do mesmo autor, Walcyr Carrasco –, ocupando o Vale a Pena Ver de Novo da Globo.
  • Não sei o que pode pintar por aí, mas, lógico, torço por algumas das que espero há tempos, considerando a opção do Viva por títulos mais recentes: Cara & Coroa (1995), Era Uma Vez… (1998), Força de um Desejo, Um Anjo Caiu do Céu (2001) e Coração de Estudante (2002).
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Jayme Periard (Lameque) em Gênesis, nova trama bíblica da Record (Imagem: Blad Meneghel / Record)

No ar em Brega & Chique como João Antônio, Jayme Periard, mais barbudo e menos cabeludo do que nos anos 1980, grava suas primeiras cenas como Lameque, de Gênesis, próximo folhetim bíblico da Record. O vilão, descendente direto de Caim (Eduardo Speroni), é sogro de Noé (Oscar Magrini). Trata-se de um tirano, que comanda a cidade de Enoque conforme as próprias leis, matando por motivos torpes. Perfil bem diferente do engenheiro vivido há 33 anos, alvo da sana assassina de Ana Cláudia (Patrícia Pillar), abandonada por ele no altar.

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Andrea Dantas (Fátima), Adriana Esteves (Thelma) e Chay Suede (Danilo), destaques de Amor de Mãe (Imagem: Victor Pollak / Globo)

Ligo

Em Amor de Mãe, sempre, pelo conjunto da obra. Mas nesta semana, especificamente, pelas cenas de Danilo (Chay Suede) e Lurdes (Regina Casé). Chay é, na minha modesta opinião, o ator mais talentoso de sua geração. Não há em Danilo resquício algum de seu personagem anterior, Ícaro, em Segundo Sol (2018). Destaco a cena em que ele desabafa com Lurdes, após encontrar sua falsa mãe biológica, Fátima (Andrea Dantas) – em um plano orquestrado por Thelma (Adriana Esteves).

A armação, aliás, surpreendeu pelo desfecho: Fátima revelou-se tão doida quanto Thelma, acreditando piamente na narrativa que as duas criaram. Surpreendente também a amizade de Lurdes e Lídia (Malu Galli), que floresceu após muitas doses de “gim tônico”. A autora Manuela Dias não costuma deixar personagens “avulsando” – exceto Marina (Erika Januza), pobrezinha. Com isto, o roteiro acaba rendendo surpresas como o revés de Thelma e a deliciosa interação de patroa e empregada.

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Silvia Abravanel à frente do Bom Dia & Cia; apresentadora promove espetáculo degradante no palco (Imagem: Divulgação / SBT)

Desligo

Com atraso, Silvia Abravanel. O constrangimento que ela causou em três funcionários da produção, no palco, para toda e qualquer criancinha ver, independe dos motivos – a filha n° 2 de Silvio Santos queria desmentir uma fake news envolvendo seu nome. Conversas do tipo tem hora, lugar e outros meios para acontecerem. Silvia preza pelo chilique ao vivo. Quem não se lembra de “Lucas do ar”, o rapaz criticado porque não deixou a temperatura do ar condicionado como ela queria?

Foi tão desagradável agora quanto antes. Voltou ao vídeo na última segunda-feira (2), após, supostamente, ter pedido demissão ao pai, afirmando que muitos queriam sua volta, num discurso imbuído da mesma petulância exposta no ocorrido de 20 de fevereiro. É de se lamentar que o SBT, que já adotou como slogan “alegria de ser criança no SBT, vem que é bom”, relegue o Bom Dia & Cia a alguém tão incapacitada para o posto. Não venham não, crianças. Corram enquanto é tempo.

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Leo Paixão, Kátia Barbosa, Claude Troisgros e José Avillez, do reality Mestre do Sabor, de volta em abril (Imagem: Victor Pollak / Globo)

Fecha a conta

Globo e Record estreiam em abril as novas temporadas de Mestre do Sabor e Top Chef, realities culinários que passaram quase em brancas nuvens para a audiência, fazendo o sol brilhar, contudo, no departamento comercial das respectivas emissoras.

Em plano comercial, a Globo menciona novidades no programa de Claude Troisgros, sem entrar em detalhes. São elas: Chef na sua casa, Mestre do Sabor nas ruas e grande final ao vivo com direito a tapete vermelho – oi, MasterChef da Band.

Já a Record destaca o confinamento dos 16 participantes em uma casa “onde serão obrigados a conviver durante toda a temporada”. O canal promete: “discussões, alianças, tudo pode acontecer”. É esperar para ver…

Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.

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