Lu Andrade surpreende e revela que cantoras do Rouge sofriam assédio moral

Lu Andrade
Lu Andrade ficou com o psicológico abalado pelo que passou na época do Rouge (Imagem: Reprodução / Instagram)

Conhecida por integrar o grupo Rouge no passado, Lu Andrade abriu o jogo sobre o o que ela e as outras cantoras viveram nos bastidores da fama. Em uma conversa com Gabriel Mahalem no Youtube, a artista ainda revelou a razão de ter deixado o time.

“Eu saí porque nós éramos muito desvalorizadas como pessoas e artistas pelos nossos empresários. Eu sabia onde estava me metendo pelo contrato que eu assinei, então não me fiz de coitada, mas ainda assim não achei que foi justo a porcentagem que pagavam pra gente mesmo na porcentagem que a gente acordou”, afirmou a integrante do grupo de 2002 a 2004.

A gente gerou muita receita para os nossos empresários. E zero preocupação se a gente estava se sentindo bem, se estava doente ou não estava. ‘Vai lá e trabalha porque você é uma marionete, meu escravo'”, disparou.

A cantora ainda garantiu que Fantine, Karin Hills, Aline Wirley e Li Martins (na época, Patricia) também se sentiam dessa forma, mas preferiram continuar com a banda. “Eu me lembro que todas as meninas passaram por um baque e nós chegamos a conversar a respeito, se a gente queria lutar por melhores condições, por mais justiça e todas falaram que queriam e no fim elas escolheram seguir. Deram meio pra trás e eu não“.

Cansada do que estava vivendo, Andrade resolveu acabar com aquilo: “Estava fazendo muito mal pra minha saúde. Tem casos que nunca contei e nem vou contar porque é muito pesado. Eu vivi coisas extremamente pesadas que hoje eu sei que é assédio moral, mas na época não se falava nisso”.

“Resolvi ser íntegra comigo e não atrapalhar o trabalho delas porque chegou o momento que eu não queria fazer algumas coisas e elas queriam, então tive que me retirar porque precisava deixar elas viverem o sonho delas”, explicou.

Para quem não sabe, quando Lu deixou o grupo, foi dito que ela tinha “divergências musicais” com o estilo do Rouge. “O que me deixava triste é que perdi o controle pela minha vida. Porque trabalhar muito e ganhar muito menos que todo mundo eu já sabia, só que perder o controle aí a sanidade vai pro brejo”, lamentou.

Nós não dormíamos, não tínhamos esse privilégio. A agenda do dia seguinte era deixada na minha casa meia-noite e era compromisso das 6h à 1h, então eu não tinha tempo para me programar, eu era literalmente um boneco que eles faziam o que queria. E eu não podia permitir isso. Vocês querem ganhar em cima de mim? Tudo bem. Mas é a minha vida”, relembrou a cantora.

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