Morre o narrador esportivo Paulo Stein, por complicações da Covid-19

Paulo Stein
Paulo Stein morreu aos 73 anos após testar positivo para Covid-19 (Imagem: Reprodução / Globoplay)

O jornalista Paulo Stein morreu na manhã deste sábado (27), aos 73 anos, após complicações da Covid-19. O locutor apresentou os primeiros sintomas da doença na quarta-feira (24), quando procurou o Hospital Rocha Maia, em Botafogo. No dia seguinte, acabou sendo transferido para o Hospital Estadual Anchieta, no Caju.

De acordo com declarações dos familiares ao UOL, o jornalista receberia a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus um dia antes do ocorrido. O seu corpo foi cremado, atendendo a um pedido pessoal.

Em nota, a Acerj (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) lamentou o falecimento. “A Acerj lamenta informar que morreu neste sábado, dia 27, o jornalista Paulo Stein, 73 anos, por complicações da Covid-19, no hospital Anchieta, no Caju. Referência do jornalismo esportivo, Paulo Stein será cremado no Caju na tarde deste domingo, na presença apenas da família“, enfatizou a entidade.

Através das redes sociais, o colega de profissão João Palomino escreveu uma mensagem de carinho sobre Stein:

Covid-19 não dá trégua. Levou hoje o narrador e comentarista Paulo Stein. No meu começo em São Paulo como repórter da TV Manchete, tive o prazer de ser colega de trabalho dele. Reencontrei Paulo Stein na ESPN, anos depois. Foi uma das referências no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, quando a Manchete se colocava como algo novo, agressivo, criativo. Foi narrador dos bons. Muita força e fé para a família neste momento. Tem as minhas orações“.

Com mais de 50 anos de trajetória, Paulo iniciou sua carreira em jornais impressos, atuando no Jornal dos Sports e n’O Estado de S. Paulo entre 1968 e 1978. Escreveu também para diversas revistas, como Placar e Manchete Esportiva.

Na década de 1970, migrou para o rádio, comandando os microfones de Tupi e Nacional entre 1971 e 1981. Posteriormente, passou a trabalhar na TV, com passagens por Bandeirantes, Rede Manchete (destacando-se também na cobertura do Carnaval carioca), Record e TVE Brasil.

Entre 2008 e 2010, fez parte da equipe dos canais ESPN. Depois, entre 2011 e 2019, esteve no SporTV e no Premiere, canais esportivos do Grupo Globo.

Em fevereiro deste ano, ele afirmou que foi demitido do Grupo Globo por estar acima do peso. “Na TV Globo, locutor e narrador não podem ser gordos, lá não pode. Você conhece algum? A razão pela qual eu fui demitido, ano passado, foi por causa disso“, disse ele ao canal Só Esportes, no YouTube.

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