No ar em Salve-se Quem Puder, Grace Gianoukas desabafa sobre dificuldade dos artistas na pandemia

Grace Gianoukas
Grace Gianoukas fala sobre realidade de muitos artistas durante pandemia (Imagem: Reprodução / Divulgação)

Interpretando a personagem Ermelinda em Salve-se Quem Puder, Grace Gianoukas sofre ao ver a realidade de muitos artistas em meio à pandemia da Covid-19. A atriz, que também é uma das principais produtoras teatrais do país, se mostrou indignada com a ausência de políticas públicas eficientes para o enfrentamento da crise sanitária.

Em entrevista ao Notícias da TV, a artista ressaltou que teve a sorte de conseguir um vínculo com a Globo justamente durante a pandemia. Quando está fora da telinha, ela roda o Brasil com o espetáculo Terça Insana. Durante os 20 anos de exibição, a produção já revelou diversos nomes como Marco Luque e Marcelo Médici.

A gente, que tem contrato por obra, até recebe um pouco menos quando está fora do ar, mas foi um alívio ter algum ganho. O teatro é meu meio de sobrevivência. E tantos outros colegas que hoje estão passando necessidade? O pessoal está tendo que entregar casa, vender carro. Alguns foram até morar debaixo de ponte ou em ocupações. É uma situação muito delicada”, disse.

Grace destacou ainda que por trás de um artista de teatro há uma série de profissionais que fazem a mágica acontecer – técnico de som e luz, camareira, até mesmo o vendedor de pipoca na porta do teatro.

E o pior é que eu não vejo um futuro, porque a gente só vai se estabilizar lá por 2024, quando a pandemia enfim estará controlada e teremos alguma retomada eletrônica. A nossa classe vai ser bem prejudicada, porque fomos os primeiros a parar e vamos ser os últimos a voltar“, avaliou a humorista.

Segundo sua análise, a televisão acaba sendo um “porto seguro” para esses profissionais, assim como o serviço de streaming. “Esse é o nosso caminho, porque o espectador também estará descapitalizado e não vai conseguir arcar com o preço do ingresso [do teatro]“, pontuou.

Ela ainda parafraseou uma frase de Paulo Gustavo (1978-2021) para frisar que, apesar de todos os empecilhos, ainda verá o setor dar a volta por cima. “Rir é um ato de resistência. O mundo precisa de arte neste momento tão difícil, e a gente vai levar muito entretenimento e alegria. Essa é a nossa missão“, enfatizou a veterana.

Da Redação
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