Patricia Abravanel brinca de casinha e compromete o Vem Pra Cá

Patricia Abravanel
Patricia Abravanel compromete andamento do Vem Pra Cá, atração das manhãs do SBT (Imagem: Gabriel Cardoso / SBT)

Quando Silvio Santos barrou as contratações de Ticiana Villas Boas e Ivan Moré, após as gravações dos primeiros pilotos do Vem Pra Cá, e escalou Patricia Abravanel para o comando da atração, não estava só otimizando o banco de elenco do SBT… O “patrão” plantou no público e na imprensa aquela curiosidade quanto ao desempenho da filha nº 4 à frente de um formato completamente alheio a tudo que ela fez até então.

Passadas as primeiras semanas de programa, já é possível cravar que Patricia é o grande erro da atração. Não que falte carisma à moça. A questão em torno dela e do Vem Pra Cá está apenas na falta de vivência. A apresentadora é limitada para o que o produto propõe. A bem-nascida Patricia não passou por percalços como os que Ana Maria Braga, Cátia Fonseca, Fátima Bernardes e Regina Volpato, entre outras, enfrentaram…

É questão de bagagem. Sem experiências comuns a quem batalhou para “chegar lá”, Patricia Abravanel interage com as pautas de forma primária. Seus comentários orbitam em torno do casamento e dos filhos – num discurso que lembra as pautas do The Love School, “teleculto” da Igreja Universal relativo às demandas amorosas. Não é demérito, mas é repetitivo. E cansativo.

Patricia também parece não estudar as pautas. Na segunda-feira (5), enquanto recebia Caio Castro, reagiu surpresa ao descobrir que ele namora Grazi Massafera e tomou um susto diante dos conhecimentos do parceiro de palco Gabriel Cartolano, que fez o dever de casa, sobre o convidado. Ainda, usou do tom jocoso que Silvio Santos dispensa a quem visita seu dominical, disparando farpas como “ele é baixinho” e “galã nota 7; meu marido é 10“.

Tal postura é desagradável com o pai, nonagenário; no caso dela, beira a má educação.

O Vem Pra Cá tem potencial se tal desvio de rota for corrigido a tempo. Patricia Abravanel pode muito mais em uma atração próxima à alegria do game que encerrou a edição desta segunda-feira, articulado por ela. Para o matutino, há a necessidade de alguém com a tarimba de Chris Flores ou Nadja Haddad. A nova opção das manhãs pode se tornar mais interessante para a audiência se deixar de ser o quintal da filha do dono.

Fake news

A TV Cultura divulgou uma nota em que nega ter patrocinado os criadores do site O Antagonista para atacarem o governo de Jair Bolsonaro, através do contrato com o programa Manhattan Connection. A emissora esclarece que mantém apenas um acordo com a produtora Blend Negócios para a exibição da atração.

Pelo contrato de parceria, a Blend assume a total e integral responsabilidade e custos pela produção do programa Manhattan Connection, inclusive a remuneração de todos os seus participantes, entregando, semanalmente, um programa pronto e acabado, para exibição pela TV Cultura“, alega o canal.

Vale a Pena Ver de Novo

Sem seguir nenhum padrão na escolha dos títulos, o Vale a Pena Ver de Novo vem alcançando excelentes índices de audiência ininterruptamente há 2 anos nas tardes da Globo. Neste período, foram exibidas 7 novelas, entre re-reprises, “inéditas” e tramas de épocas e faixas de exibição diferentes, o que comprova que não existe fórmula pronta para a sessão de reapresentações.

Queimou cartuchos

A pandemia forçou a Globo a reprisar em um período de um ano 8 novelas de sucessos dos últimos tempos (A Força do Querer, Novo Mundo, Haja Coração Totalmente Demais, Flor do Caribe, A Vida da Gente e Fina Estampa) – a contar com Império, que reestreia na próxima segunda-feira (12). A medida certamente afetará negativamente as escolhas futuras do Vale a Pena Ver de Novo.

Reorganização

A Globo redefiniu o calendário relativo ao The Voice Kids, que, por conta da pandemia de coronavírus, foi adiado para 30 de maio – o original Globoplay Sandy & Junior: A História ocupa a faixa até lá. O reality musical, agora comandado por Márcio Garcia, vai se estender até 19 de setembro. Há possibilidade do Popstar pintar na sequência…

Tudo tem limite

Tá, sabemos que Manuela Dias precisou concluir Amor de Mãe em meio à loucura que estamos vivendo, obedecendo a inúmeros protocolos. Mas isso não justifica o ataque de burrice que acometeu alguns dos personagens do folhetim das nove. Casos de Vitória (Taís Araujo) e Lucas (Nando Brandão), que, no capítulo de ontem (5), se colocaram na mira de Álvaro (Irandhir Santos) e Penha (Clarissa Pinheiro).

O tempo desperdiçado com sequências absolutamente aleatórias – como Marina (Erika Januza) reticente quanto a postar fotos com Ryan (Thiago Martins) em suas redes sociais – poderia ser aproveitado em soluções melhores para casos como os citados acima. Manuela Dias talvez até nos bloqueei após ler tais linhas, procedimento comum em seu Twitter. Mas… Amor de Mãe, por tudo que apresentou, merecia mais.

Duh Secco e Daniel RibeiroDuh Secco e Daniel Ribeiro
A coluna Curto-Circuito é assinada por Duh Secco e Daniel Ribeiro, editor-assistente e repórter especial do RD1, respectivamente, e reúne, de terça a sábado, logo cedinho, o que é e vai virar notícia nas próximas horas envolvendo os movimentados bastidores da TV.
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