Patrocinadores do BBB já pensam em 2022 e desejam punição contra agressão psicológica

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Patrocinadores se preocupam com próxima edição do BBB  (Imagem: Reprodução / Globoplay)

O BBB 2021 está ficando marcado na história do reality como a edição dos posicionamentos. Desde a saída de Lucas Penteado, na segunda semana do jogo, após diversas desavenças com participantes, a direção do programa mostrou que algumas atitudes não seriam toleradas.

Com a eliminação de Rodolffo na última terça-feira (6), Tiago Leifert deixou bem claro que a direção está preocupada com o BBB 2022. “Que oportunidade nós estamos tendo de não deixar que isso aconteça no ‘BBB 22’. Tá bom, já. Já deu. Bora pra frente“, disse, após o caso de racismo envolvendo o cabelo de João Luiz.

Segundo o colunista Maurício Stycer, os patrocinadores também querem se precaver de situação de abuso psicológico, machismo, homofobia e racismo no programa da Globo.

Durante um encontro promovido pela agência Wunderman Thompson, representantes de duas investidores do BBB 2021, Avon e Coca-Cola, fizeram um balanço positivo da atual edição. Além disso, destacaram o desejo de que algumas regras sejam mudadas, inclusive contemplando punição para casos de agressão psicológica.

Danielle Bibas, vice-presidente de marketing da Avon, contou que a desistência de Lucas Penteado motivou uma série de conversas com a Globo:

Uma das conversas que a gente teve é que faz parte do regulamento do BBB que, se uma pessoa agredir a outra, a direção do programa tem o direito de eventualmente expulsar esse participante. Agressão física. O tema que foi levantado é: até que ponto vai a agressão psicológica, que pode se tornar tão ruim ou pior que uma pessoa dar um tabefe na cara do outro“, disse a executiva, que complementou:

Existe uma discussão aí sobre quais são as regras nessa área – que é o assédio moral, o assédio psicológico, o racismo, a verbalização do racismo. O que pode e o que não pode? É delicado, é difícil, não é fácil. Tem muita gente cobrando a Globo e os patrocinadores sobre o que vai ser feito nesse caso. E eu acho que todos nós estamos aí para aprender e evoluir como o programa vai trazer essas discussões à tona de uma maneira saudável, que não vá gerar nenhum perigo para ninguém“.

A líder da Coca-Cola na América Latina Poliana Sousa também fez uma análise semelhante: “A sociedade não tolera mais. E o palco de um programa desses, com alta visibilidade, alta exposição, também é palco para estas discussões. E realmente, todos estamos aprendendo. Acho que a Globo vai aprender e as coisas vão evoluindo com o tempo“.

E ressaltou a expectativa de mudanças: “A gente é contra qualquer tipo de discriminação e a gente vai estar junto com a Globo nesses aprendizados e entender como precisa evoluir, que é o ponto da Dani. É importante o debate. E como isso pode gerar um aprendizado e uma reflexão em todos nós, o que é legal e o que não é legal“.

Pensando em 2022, Danielle também falou sobre: “Eu acho que vai ter uma conversa. É impossível essa conversa não chegar à tona de quais são as regras e até onde vai o assédio psicológico dado o que aconteceu este ano. Acho normal que isso seja debatido e discutido dentro do programa e dentro da emissora“.

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