Paula Fernandes relembra perrengues envolvendo acidente de avião e tiroteio em show

Paula Fernandes
Paula Fernandes relembra perrengues envolvendo acidente de avião e tiroteio em show (Imagem: Reprodução / GNT)

Semanalmente no GNT, o programa Que História é Essa Porchat? revela histórias inacreditáveis de famosos e a narradora da vez foi Paula Fernandes, que relembrou perrengues em shows que envolviam acidente de avião e até meio um tiroteio surpresa.

A cantora explicou que tudo isso aconteceu em 2011, quando ela estava com a agenda lotada, num ano de 220 shows. Como precisava pegar avião com frequência, para se deslocar de uma cidade para outra, um imprevisto surgiu:

“Nesse dia, eu estava a caminho do show, entrei no avião e apaguei. De repente, quando acordei, o avião estava cheio de fumaça. Não conseguia ver as pessoas. Tinha tanta fumaça que eu não via a pessoa à minha frente. Fiquei muito preocupada e comecei a questionar, então disseram: ‘Estamos em processo de despressurizar’”.

Com essa circunstância inesperada, Paula imaginou que iria morrer — já que nem mesmo máscaras de oxigênio disponibilizaram — e expôs seu desespero naquele dia, em que inclusive até pensou em deixar de cantar:

Ainda tinha uns 40 minutos de voo no meio da fumaça, então pensei: ‘Vou morrer asfixiada, é hoje’. Não tem o que fazer, é rezar… Foi aquele desespero. Quando coloquei o pé no chão eu não sabia se brigava, se gritava, se xingava, se agradecia, eu só chorava e falava: ‘Quero largar essa profissão, eu não aguento mais’”.

A diva sertaneja contou que o dia ainda teve mais acontecimento, já que mesmo abalada, se deparou com muitos fãs na porta do hotel em que precisava ficar hospedada:

Ainda tinha um percurso de carro até o hotel, e o hotel estava assim de gente. Eu chorava igual um chafariz, o pânico é um negócio que impregna. Todo mundo abalado… Chegamos no hotel e não dava para atender aquele monte de gente. Passamos pela recepção, me recompus, atendemos a galera toda que estava lá”.

Além de tudo, Paula Fernandes lidou com problemas até mesmo no circuito de terra, envolvendo um leve acidente de carro, que rendeu mais choro:

Tinha uma estradinha de terra que fazia a van inteira balançar. Nisso, o motorista avistou um homem no ‘breu’ com uma motinha. Então, ele diminuiu a velocidade, talvez com intuito de ajudar. Entretanto, a nossa van que vinha atrás não reparou que diminuímos a velocidade e só escutamos o derrapar dos pneus e a batida na traseira. Nesse dia se eu fosse de jegue ou se fosse de bicicleta ia furar pneu”.

Mesmo com tudo isso, a artista foi se apresentar no show, com toda preparação de sempre e então notou que estava rolando um tiroteio, afastando até mesmo o público:

Eu sei que chorei e me maquiei de novo. Me caracterizei, cheguei no show e tinham 60 mil pessoas me esperando, todo mundo coladinho. De repente começou um barulho e um clarão. Sumiu todo mundo, só apareceu o segurança me encapando, me tirando do lugar, era tiro”.

Fábio Porchat brincou com a entrevistada: “Alguém estava tentando te eliminar nesse dia”. No fim do depoimento, Paula fez um balanço dessa série de experiências traumáticas:

Sei que fiz apenas 30 minutos de show e voltei a chorar. Esse dia eu saí fisicamente ilesa, mas fiquei um bom tempo psicologicamente abalada. Haja psicólogo. Se tinha alguma coisa faltando para eu viver, eu já vivi tudo”.

Confira:

Matheus Henrique Menezes
Oficialmente redator desde 2017. Experiências como editor e social media. Já escrevi sobre famosos, TV, novelas, música, reality show, política e pauta LGBTI+. Vídeos complementares no YouTube, no canal Benzatheus.
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