Paulo Gustavo e Gusttavo Lima são citados em ataque a Pazuello na CPI da Covid

Paulo Gustavo
Paulo Gustavo, morto pelo coronavírus, e Gusttavo Lima são citados durante a CPI da Covid na última quarta, 19 (Imagens: Reprodução – Instagram / Montagem – RD1)

Senador do MDB do Amazonas, Eduardo Braga ficou extremamente irritado com uma fala do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre suas respostas envolvendo a falta de oxigênio em Manaus no início deste ano. Paulo Gustavo e Gusttavo Lima foram citados em seu desabafo.

O ex-auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a mobilização do ministério para conseguir oxigênio começou um dia após ser comunicado pelo governo do Amazonas sobre a falta de oxigênio.

Braga rebateu o general e afirmou que o problema sobre a falta do oxigênio na região demorou a ser resolvido, lembrando que houve pico de mortes em 30 de janeiro, 18 dias depois da data informada por Eduardo Pazuello.

No discurso, o senador lembrou que Paulo Gustavo, Gusttavo Lima e outros artistas enviaram oxigênio para o Amazonas antes mesmo da entrega dos cilindros do governo.

Antes (de receber oxigênio do governo), nós ficávamos dependendo da ajuda do Gusttavo Lima, do Paulo Gustavo, do Tirullipa! Esses é que ajudaram a gente!“, destacou, visivelmente emocionado.

Tanto Paulo Gustavo quanto o cantor Gusttavo Lima fizeram parte de um grupo de artistas que compraram do próprio bolso oxigênio para os hospitais de Manaus, capital do Amazonas.

O humorista morreu no último dia 4 de maio por complicações da Covid-19. Ele passou quase dois meses internado por causa da doença. Após sua morte, o país descobriu que ele desembolsou meio milhão de reais para a compra de oxigênio para a região.

Susana Garcia, diretora e amiga pessoal de Paulo Gustavo foi quem revelou essa e outras ajudas do ator. “Na pandemia, depositou, por três meses, R$ 1 mil por mês para quase 120 pessoas que trabalharam nos filmes que nós fizemos“, entregou.

Mandou um e-mail para todo mundo das equipes perguntando quem estava precisando de ajuda. E as pessoas foram tão corretas que várias falaram que estavam conseguindo segurar e que não precisavam. Mas a maioria recebeu essa ajuda“, ressaltou.

Na crise em Manaus, você enviou R$ 500 mil para compra de oxigênio e nunca divulgou nada. Lembro um dia, antes de ser intubado, me disse que estava sentindo muita falta de ar, mesmo com cateter de oxigênio, e estava feliz de ter comprado oxigênio para as pessoas“, relembrou.

Paulo CarvalhoPaulo Carvalho
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].
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