Record consegue liminar e adia suspensão de suas atividades em Angola

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Record África tenta liminar para não ser suspensa em Angola (Imagem: Reprodução / Record Africa)

A Record África, filial da emissora brasileira em Angola, emitiu uma nota oficial na última terça-feira (20) e informou que entrou com recurso contra a decisão do governo local que pediu a suspensão das atividades do canal.

No comunicado, a TV informou que entrou com um recurso hierárquico contra o anúncio feito pelo Ministério das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social (Minttics) na última segunda-feira (19).

“Nosso canal se manterá em exibição enquanto decorrer a apreciação do referido recurso, sendo que nosso departamento jurídico já está em contato com a direção nacional de informação e comunicação institucional do Minttics para apurar, esclarecer e ultrapassar as supostas referidas irregularidades”, declarou o canal do bispo Edir Macedo.

O apresentador Simeão Mundula, no JR África, não falou diretamente sobre o assunto, mas deu a entender que o canal não sairá do ar. “Assim fechamos esta edição de terça-feira do JR Africa, foi um prazer. Nós voltamos amanhã, às 19h30, com mais notícias sobre África e o mundo”, divulgou.

A Multichoice, empresa de TV por assinatura responsável pela exibição da emissora na África informou que “foi instruída pelo Inacom – Instituto Angolano das Telecomunicações – a suspender os canais Vida TV e Record África da sua plataforma”.

“A Multichoice suspendeu estes canais temporariamente, com efeitos à 0h do dia 21 de abril, aguardando esclarecimentos por parte do órgão regulador para a resolução deste processo. Iremos notificar os nossos subscritores assim que tenhamos mais informações”, declarou a empresa.

A suspensão da emissora no país foi motivada por irregularidade, que se refere ao fato do diretor-executivo do canal der um estrangeiro (brasileiro), e não um angolano.

Segundo nota oficial, “a empresa Rede Record de Televisão Angola Limitada., que responde pela Record África, tem no exercício de função de diretor-executivo um cidadão não nacional”, o brasileiro Fernando Henrique Teixeira, e “os quadros estrangeiros da empresa que exercem atividade jornalística no país não se encontram creditados nem credenciados no centro de imprensa Aníbal de Melo”.

Confira:

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Paulo CarvalhoPaulo Carvalho
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].
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