Se Joga
Fernanda Gentil, apresentadora do Se Joga; atração da Globo começa a despertar interesse da audiência (Imagem: Paulo Belote / Globo)

Passadas oito edições, é possível afirmar que o Se Joga não é um erro absoluto como a estreia, no último dia 30, fez parecer. A gritaria de Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil diminuiu; o trio já demonstra certo entrosamento e a aposta no “ao vivo” parece cada vez mais acertada. Nota-se isso pelos recentes elogios nas redes sociais. Ainda há, contudo, arestas para aparar.

Os quadros pré-gravados quebram totalmente o ritmo da atração. Além disso, pecam pela total falta de criatividade. É impossível se interessar por Paolla Oliveira ou Isis Valverde aceitando, ou rejeitando, ligações de amiguinhos – o velho “chapéu” do Raul Gil com toques moderninhos. Ou Ricardo Tozzi experimentando bolos “de verdade” ou “fake”. As ideias são ultrapassadas, apesar da execução bonitinha.

E o temor da equipe, afeita à “fofoca humanizada”, só prejudica. O Se Joga precisa assumir a intenção de angariar público repercutindo as mazelas dos famosos, como faz a concorrência. Isso não compete apenas à produção; o elenco da Globo precisa, de fato, “se jogar” e contribuir – como fez Cleo falando sobre as críticas que vem recebendo pelo sobrepeso em depoimento ao Fantástico.

Otimizar o “ao vivo” e a repercussão dos assuntos do momento – sem copiar descaradamente a Nuvem de Palavras do Encontro com Fátima Bernardes – passa também pela disponibilidade de convidados, comprometidos com gravações de novelas e outros programas. Isso não deve ser empecilho; há sempre alguém para tomar café com Ana Maria Braga ou papear com Fátima.

Ainda, os quadros de humor. Será mesmo que o telespectador das tardes quer ver Marcelo Adnet imitando Silvio Santos? A aposta nele e em Jefferson Schroeder, com um personagem aquém de seu vasto repertório, não pareceu tão certeira quanto em Paulo Vieira no excelente Isso é Muito Minha Vida – uma ideia original do extinto Programa do Porchat, na Record.

As cópias, com o devido padrão Globo de qualidade, mostram que o Se Joga invejou a grama do vizinho. Mas faltou à atração preparar o terreno para o plantio com o que a emissora tem de melhor: o “ao vivo”. Neste sentido, convém fortalecer também a figura de Fernanda Gentil como âncora; dos três, é a única com pleno domínio de palco e de fala, certamente pela experiência no esporte.

Se Joga
Geraldo Luís, Fabíola Reipert e Renato Lombardi em A Hora da Venenosa; quadro perde ritmo com novo apresentador (Imagem: Edu Moraes / Record)

Fecha a conta

Na contramão da Globo e do Se Joga, a Record fortaleceu Geraldo Luís à frente do Balanço Geral SP e do quadro A Hora da Venenosa. Geraldo, porém, acostumado que está a dominar os holofotes no Domingo Show e em outros programas solos, vem monopolizando a bancada.

Sobra pouco para Fabíola Reipert e Renato Lombardi, que pareciam mais confortáveis com Reinaldo Gottino, ótimo profissional que a emissora, numa atitude pouco inteligente, deixou escapar. Azar também do telespectador. O tom harmônico da Venenosa deu lugar à falação de Geraldo.

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