Karina Barum na capa da trilha sonora de “Louca Paixão”, maior sucesso da Record entre 1998 e 2001 (Imagem: Reprodução)

Das emissoras de TV aberta em atividade no Brasil, a Record é a mais antiga: 65 anos, completados nesta quinta-feira (27); boa parte deles preenchida com teledramaturgia. A primeira trama do canal, “Renúncia”, estreou dez meses após a inauguração; tratava-se de uma história de amor, protagonizada por Francisco Cuoco e Irina Greco, cujo título fora divulgado nos muros de grandes cidades como um ato de resistência ao regime militar recém-instaurado.

Seguiram-se folhetins escritos por, dentre outros, Benedito Ruy Barbosa, Lauro César Muniz e Walther Negrão – alguns de relativo sucesso, como “A Última Testemunha” (1968), “As Pupilas do Senhor Reitor” (1970) e “Editora Mayo, Bom Dia” (1971).

No elenco, nomes como Aracy Balabanian, Cláudio Marzo, Débora Duarte, Eva Wilma, Joana Fomm, John Herbert, Laura Cardoso, Luís Gustavo, Nathalia Timberg e Susana Vieira; além de Ary Toledo, Carlos Alberto de Nóbrega, Jô Soares e Ronald Golias, estrelas das chamadas “novelas humorísticas”. O núcleo, porém, foi desmontado em 1973. Após a independente “O Espantalho” (1977) – escrita por Ivani Ribeiro; produzida por Silvio Santos – e já sob o comando de Edir Macedo, a emissora retomou os trabalhos com tramas bíblicas de curta duração.

Até que, em 1998, “nasceu” a parceria com a JPO / VTM. Foram três “coproduções”, seguidas de três folhetins “próprios”, com textos de fácil assimilação, presença de ex-globais e audiência satisfatória (em termos). Para homenagear estes 65 anos, resgato as seis novelas desta safra, de feliz lembrança para mim e para os leitores, acredito.

Joana Limaverde e Dalton Vigh, como Inaê e Fernão, em cena de “Estrela de Fogo” (Imagem: Reprodução / Revista Amiga)

“Estrela de Fogo” (1998)

Yves Dumont foi o principal nome deste período. O então jornalista, e executivo da Gessy Lever, foi convidado pelo amigo José Paulo Vallone a desenvolver o argumento da primeira trama em sociedade com a Record – o diretor vinha de experiências infrutíferas com o SBT. Yves, tendo como experiência apenas a minissérie bíblica “O Desafio de Elias”, concebeu “Estrela de Fogo”, folhetim country centrado na rivalidade de Gustavo (Fúlvio Stefanini), proprietário do cavalo que dá nome à novela, e Tadeu (Luiz Guilherme), cerealista que fez fortuna a partir do trabalho, como capataz, na fazenda de seu então desafeto. Entre os dois, Estela (Cristina Prochaska), que vive um casamento de aparências com Gustavo desde o suicídio de seu pai, atribuído por ela ao marido. O entrevero cresce com a disputa entre Tadeu e Maurício (Nico Puig), herdeiro dos Alvarenga, pelo comando político da bucólica Girassol.

A equipe foi a Amparo, interior de São Paulo, para as gravações das primeiras sequências, focadas na fictícia Festa da Amizade; a cidade já havia abrigado cenas de “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990, Manchete) e de “O Rei do Gado” (1996, Globo) – apontada como “inspiração” para “Estrela de Fogo”. A novela, programada para durar apenas 125 capítulos, surpreendeu produtores e executivos, ganhando mais tempo no ar. Para manter o fôlego, o autor optou por uma passagem de tempo, marcada pela morte de Gustavo – após descobrir ser pai de Inaê (Joana Limaverde), amazona apresentada como filha de Umberto (Laerte Morrone) –, e o estrelato de Ventania (Marcelo Aguiar, hoje deputado federal), peão que se lança como cantor; o sucesso o afasta de Andréa (Vera Zimmermann), com quem casou após a morte de Bernardo (Afonso Nigro), filho dos Alvarenga, unido à herdeira dos Gomes de Oliveira.

A segunda fase trouxe como reforços, dentre outros, Antonio Grassi (Duarte), Bia Seidl (Luciana), Cynthia Benini (Bia), Jorge Pontual (Breno), Luciene Adami (Joelma), Marly Bueno (Iolanda) e Mateus Carrieri (Lucas). Também a resolução do “quem matou Bernardo?”: foi Camilo (Ernando Thiago), por engano, intentando dar cabo de Maurício, então envolvido com sua ex, Helô (Vanusa Splinder) – intérprete da vítima, Afonso Nigro namorou, nos bastidores, com Cristina Prochaska, sua mãe na narrativa. Os contratados da Record também incrementaram o roteiro: Boris Casoy, noticiando o assassinato de Bernardo; Gilberto Barros mediando o debate entre os candidatos à prefeitura; Ana Maria Braga como compradora de cavalos e recebendo Graciosa (Jussara Freire) e Ventania em seu “Note e Anote”; este último também esteve no “Especial Sertanejo”, de Marcelo Costa.

Além dos profissionais da casa, as duplas Chitãozinho & Xororó e Gian & Giovani; também Daniel, entrevistado dos radialistas Hélio Colibri (Gerson de Abreu) e Pedro Rei (Fábio Vilaverde). O mundo country se fez tão presente que a Record tentou, com uma reprise da novela – menos de cinco meses após o término –, absorver o público da sertaneja “O Rei do Gado”, após a conclusão da reapresentação desta em “Vale a Pena Ver de Novo”. A volta de “Estrela de Fogo” se deu no mesmo dia do retorno de “A Indomada” (1997, Globo), substituta de “Rei do Gado” na faixa vespertina. A tentativa, infrutífera, culminou com mudanças de horário (das 14h30 para 12h30) e a reexibição apenas da primeira fase.

Karina Barum e Suzy Rego, como Letícia e Vera, em cena de “Louca Paixão” (Imagem: Reprodução / Revista Amiga)

“Louca Paixão” (1999)

Do cenário rural para o urbano. Mais precisamente para a dura realidade do presídio do Hipódromo, palco de grandes rebeliões nos anos 1980 e 1990, então desativado. Ali, na ficção, estava encarcerada Letícia, a protagonista de “Louca Paixão” – entregue a Karina Barum, alçada ao estrelato em “Torre de Babel” (1998, Globo), após tratativas com Claudia Ohana, Giovanna Gold e Suzy Rego; esta última, integrada ao elenco como Vera, melhor amiga – só que não – de Letícia. A trama partia de “2-5499 Ocupado”, original de Alberto Migré, ponto de partida do primeiro folhetim diário da TV brasileira (1963, Excelsior). No enredo, Letícia, então secretária da assistente social Suzana (Ângela Figueiredo), confunde dígitos de um número de telefone, entrando numa “linha cruzada” com André (Maurício Mattar), que se apaixona pela voz de moça – para decepção de Carla (Cássia Linhares), sua noiva há anos.

Mattar, aliás, chegou à emissora intentando relacionar a carreira de ator à de músico, como Elvis Presley e Frank Sinatra, citados pelo próprio em diversas entrevistas – na época, Maurício estava em evidência mais por conta de seu conturbado relacionamento com Angélica do que por seu trabalho. Além de inflar a folha de pagamentos com a contratação do galã global, a Record desembolsou cerca de R$ 30 mil na reforma do Hipódromo. Para sustentar por 140 capítulos o que “2-5499 Ocupado” contou em apenas 42, Yves Dumont incrementou o enredo com debates sobre o sistema penitenciário: Iracema (Maria Alves) padecia com o constrangimento da filha, Amanda (Viviane Porto), ao ver a mãe em liberdade; Soninha 38 (Ingra Lyberato) era incapaz de tocar a vida à margem da criminalidade; Vera não conseguia se desassociar do cretino Pedrão (Mateus Carrieri), assassinado por ela na reta final.

O “quem matou?”, aliás, contou com outros dois desfechos gravados. Creio que ao menos um deles foi exibido em uma das duas reprises da trama, em 2002 e 2006 – ou os dois, não me recordo: Tereza (Glauce Graieb), mãe de André, envolvida amorosamente e criminalmente com o bandido; e Gil (Paulo Leite), marido de Suzana. Este, aliás, rechaçava Helena (Lolita Rodrigues), empregada por sua esposa, em luta contra o alcoolismo; a mãe que Letícia desconhecia foi criada especialmente para Lolita, presente na antecessora “Estrela de Fogo”, como homenagem aos seus 50 anos de carreira e à sua participação em “2-5499 Ocupado”, então na figura aqui representada por Vera – a amiga de Letícia deixa a prisão e, atendendo ao pedido dela, procura André, decidindo se passar pela colega ao constatar a fortuna acumulada pelo editor, à frente de uma conceituada revista de moda.

“Louca Paixão” contou ainda com a participação do jogador Marcelinho Carioca, cliente da cantina de Domenico (Carlo Briani) e Bianca (Rosaly Papadopol), italianos que se opunham ao relacionamento da filha, Juliana (Fabiana Alvarez), com o garçom Bira (Maurício Xavier) – até que a vida da moça passa a depender de um órgão doado pelo amado. Cabe destacar ainda a participação de Gracindo Jr como Miguel, pai de André, envolvido com Iracema; também Geórgia Gomide na pele de Joana, mãe de Vera, e Altair Lima e Eliete Cigarini, como o diretor Jacinto e a carcereira Aracy, “carrascos” das presidiárias. Tantos entrechos, tão folhetinescos, fizeram da novela a maior audiência da Record no período.

Mylla Christie, como Daniela, em cena de “Tiro e Queda” (Imagem: Reprodução / Contigo!)

“Tiro e Queda” (1999)

O sucesso de “Louca Paixão” levou à ousadia: a Record, buscando repetir o êxito da policial “A Próxima Vítima” (Globo, 1995), alçou Yves Dumont à condição de supervisor, entregando a titularidade de “Tiro e Queda” a Luís Carlos Fusco, habitual colaborador de Cassiano Gabus Mendes, e Vivian de Oliveira – sempre associada às novelas bíblicas. A ideia era apostar em uma narrativa “menos romântica”, “mais cômica”, supostamente baseada em uma novela de rádio inglesa, “Done Deal”, escrita por um desconhecido Benjamim Wallace – houve quem apontasse aqui apenas um codinome para Yves. Não deu certo. Enquanto o folhetim padecia para chegar aos 5 pontos, as mexicanas “A Usurpadora” e “O Privilégio do Amar”, exibidas pelo SBT, beiravam os 20 de média. O insucesso da empreitada levou ao encurtamento, em cerca de 20 capítulos – orçados em R$ 45 mil cada –, e ao fim da parceria com a JPO.

No primeiro capítulo de “Tiro e Queda”, Raul Amarante (John Herbert em papel reservado, de início, a Fábio Jr, então apresentador da casa) promove um jantar em sua mansão. O empresário, portador de uma doença incurável, reúne a mulher Isabel (Lucinha Lins), o sócio Júlio Beline (Paulo César Grande) – casado com Vanessa (Myrian Rios) – e outros seis convidados para falar sobre seu testamento, formatado pela dupla Aranha (Cláudio Mamberti) e Xuxu (Cláudio Curi). Os bens de Raul ficam indisponíveis por sete anos; só após esse período, a segunda parte do documento será revelada. Ao terminar o jantar, todos vão para a sala de estar, onde Amarante aparece morto: ele leva um tiro no momento em que as luzes do cômodo se apagam repentinamente. Contratado para servir os convidados, o garçom Neco (Giuseppe Oristânio) se vê envolvido na cena do crime.

Eis que, meses antes da abertura do testamento, os herdeiros começam a se deparar com condições esdrúxulas impostas por Raul para que tenham acesso a fortuna. Como a orientação, explicitada em uma publicação em chinês, a respeito do casamento de Daniela (Mylla Christie), sua caçula, com Gabriel (Fausto Maule), filho de Júlio e Vanessa. É quando tem início uma série de assassinatos envolvendo pessoas diretamente ligadas aos Amarante. Morreram Rogério (Reynaldo Gonzaga), eletrocutado durante o banho, no capítulo 19; Vitor Magalhães (Denis Derkian), atropelado no capítulo 35; Gabriel, em sequência que remetia ao atentado que vitimou o presidente estadunidense John F. Kennedy, em 1963, no capítulo 54; Paula (Rosana Muniz), picada por uma cobra, no capítulo 84; e Cláudia, envenenada com cianureto, misturado ao suco, no capítulo 115.

No último capítulo, Carolina (Karla Muga), em surto, revelou ter cometido os assassinatos, sempre identificados com rosas vermelhas, dispostas nos locais do crime. Filha do motorista dos Amarante, Alfredo (Laerte Morrone), ela planejava vingar-se das humilhações que sofrera por conta de sua aparência e aumentar a participação de seu pai na herança, com a morte de outros beneficiários. Ao regressar do exterior, “repaginada”, Carolina despertava a atenção dos filhos do patrão, Renato (Cláudio Lins) e Marcelo (Cláudio Fontana), como no filme “Sabrina” (1954). Como a trama policial não empolgou – e o humor, muito menos – os autores concentraram os conflitos nas tramas românticas; a vilã Mariana (Vanessa Vholker), por exemplo, apostou no velho “golpe de barriga” para afastar o casalzinho Daniela e Toninho (Jorge Pontual).

O elenco de “Marcas da Paixão”, com o diretor Atílio Riccó (Imagem: Divulgação / Record)

“Marcas da Paixão” (2000)

Convenhamos: estratégia nunca foi o forte da Record. No mesmo 8 de maio em que a Globo lançava “Uga-Uga” às 19h15, a emissora retomava a produção própria, e inédita, no horário das 20h15 – após a reprise de “Por Amor e Ódio” (1997) – com “Marcas da Paixão”, batendo de frente com a também estreante “A Mentira”, trama mexicana do então vice-líder SBT. A coincidência, inclusive, rendeu um ato falho de Boris Casoy, âncora do “Jornal da Record”: “Hoje começa a nova novela da Glob/ digo, Record”. A “associação” à emissora-líder não se deu apenas na estreia: Record e Globo se enfrentaram, na justiça, pelo título “Laços de Família”, que acabou com Manoel Carlos, acarretando na substituição do provisório “As Herdeiras” por “Marcas da Paixão”. O folhetim marcou a estreia de Solange Castro Neves, colaboradora de Cassiano Gabus Mendes e Ivani Ribeiro, como titular.

Em cena, as irmãs Cíntia (Vanessa Lóes) e Guida (Carla Regina), filhas de Jorge Maia (Walmor Chagas), com mães – Olga (Mara Carvalho) e Wilma (Jussara Freire) – e realidades diferentes. Certo de sua morte, Jorge decide uni-las em sua fazenda, a Fantasia, contrariando os planos de Dete (Irene Ravache), sua governanta e amante, certa de que levaria, sozinha, todo o patrimônio do ruralista – ou o dividiria apenas com Diogo (Carlos Casagrande), veterinário da propriedade, afilhado de Jorge. Para receberem o que lhes é de direito, porém, Cíntia e Guida terão de morar na fazenda por, no mínimo, um ano. Claro que ambas se apaixonam por Diogo… Isso até o regresso de Ivan (Eriberto Leão), filho do testamenteiro Djalma (Cláudio Cavalcanti), recolhido desmemoriado, e rebatizado como Zito, no sertão da Bahia, por conterrâneos de Guida – com quem acaba se envolvendo posteriormente.

“Marcas da Paixão” usou como locações propriedades rurais em Embu, interior de São Paulo, e casas humildes da vila de Irecê, no norte da Bahia. Os investimentos – R$ 55 mil por capítulo – incluíam ainda um carro digital importado de Las Vegas, equipado com ilha de edição, para gravações externas. Além, claro, do elenco, com nomes de peso como Nathalia Timberg (Marrita) e Oscar Magrini (Silvio), recrutado pela casa após desentendimentos com a equipe de “Vila Madalena” (1999, Globo). Coube a Irene Ravache, recém-saída de “Suave Veneno” (1999, Globo), conferir identidade à vilã Dete, tingindo os cabelos de ruivo e optando por uma guarda-roupa antiquado, com peças que reeditavam as famigeradas ombreiras. Como cúmplice da malvada – em pequenos sustos nas irmãs ou assassinatos, como o de Zoraide (Cissa Carvalho) –, o peão Orlando Furacão (Emílio Orciollo Neto), seu filho.

“Marcas da Paixão” não foi, propriamente, um estouro na audiência. Mas gerou receita… Na época, ventilou-se, inclusive, a possibilidade de implantar um núcleo de dramaturgia na Bahia. A ideia não prosperou – apenas em 2005, com a aquisição do RecNov, a Record consentiu com tamanha investida. Assim como também não prosperou o alardeado “segundo horário”, às 19h, para o qual cogitaram “Cafezais” – folhetim de época desenvolvido por Vivian de Oliveira – e “Felizes Para Sempre” – trama, de autor desconhecido, sobre o proprietário de um parque temático que contratava um ator para representá-lo em eventos; os dois, claro, acabavam se apaixonando por uma mesma (e enganada) mulher.

“Vidas Cruzadas” (2000)

Sobre trama e bastidores de “Vidas Cruzadas”: você encontra tudo em um post publicado em abril, por conta dos 17 anos da exibição do último capítulo da novela. É só clicar aqui!

O elenco de “Roda da Vida”, em matéria acerca da estreia (Imagem: Reprodução / Minha Novela)

“Roda da Vida” (2001)

Foi Solange Castro Neves quem abriu, com “Marcas da Paixão”, e quem encerrou, com “Roda da Vida”, este curto período de produções próprias da Record. O insucesso desta trama implicou no cancelamento definitivo da faixa, mesmo com projetos como “Norte das Águas” – baseado na obra de José Sarney – e “Silêncio da Mata” – também de Solange – já encaminhados. Aliás, o afastamento da autora, para cuidar da substituta, foi apontado como um dos motivos pela baixa audiência da novela, então entregue aos colaboradores Enéas Carlos e Maria Duboc. Com o retorno aquém da expectativa, a emissora “jogou a toalha”: remanejou “Roda da Vida” para 20h45, batendo de frente com a bem-sucedida “Porto dos Milagres” (2001, Globo), privilegiando a independente “Acampamento Legal”, novelinha infanto-juvenil produzida pela Casa de Vídeo.

No passado, os pais da então menina Sofia (Helena Fernandes), grileiros, foram expulsos da fazenda Sonho Dourado, propriedade da família Almeida Alencar. Se alocaram numa favela, devastada num incêndio que lhe deixou órfã, passando a contar apenas com o auxílio de Malaquias (Tony Tornado). Anos depois, Sofia usa seu charme para seduzir Marcelo (Henri Pagnoncelli, em alta após “Laços de Família”), herdeiro do clã que abomina. Mas uma tragédia frustra os planos da vingadora: Marcelo morre, baleado pelo próprio filho! Alex (Emílio Orciollo Netto) planejava dar cabo de Caio (Carlos Casagrande), após descobrir que este engravidara sua irmã, Tamires (Cássia Linhares). Caio era filho de Daniel (Paulo Figueiredo, também de ‘Laços’), irmão de Marcelo, com Cibele (Cléo Ventura), irmã de Camila (Eliete Cigarini, outra de ‘Laços’), a mãe de Alex e Tamires.

No enterro do amante, Sofia conhece Alex e decide fazer dele o seu novo elo com os Almeida Alencar. Mas a paixão por Caio – também alvo das investidas da caipirinha Cidinha (Adriana Garambone), filha de Joaquim (Altair Lima) – demove a moça de seus intentos criminosos. Entretanto, logo o telespectador descobre a existência de Eloá (Cláudia Liz), irmã de Sofia, que planeja levar a vingança adiante. O ódio de Eloá cresceu quando seu chefe Alan Lee (Juan Alba), proprietário da indústria de cosméticos Erks e que já havia sido amante de Sofia, se apaixonou por Tamires. Já Alex, em crise existencial, enveredou para as drogas. O Professor Vidal (Cláudio Cavalcanti), responsável por um cursinho pré-vestibular, tentava impedir seus alunos de serem rendidos pelo traficante Rafa (Rodrigo Veronese). Como Kika (Samantha Monteiro, excelente), filha da enfermeira Heloísa (Nicole Puzzi, também ótima).

“Roda da Vida” abordou ainda a homofobia e a violência doméstica – ambas oriundas de Geraldo (Clemente Viscaíno), que rejeitava o filho Ronaldo (Ernando Tiago) e espancava a esposa Elza (Selma Egrei). Cenas fortes exibidas sempre antes da abertura, já que esta, curiosamente, “encerrava” o capítulo. Lamentavelmente, nada correspondeu. Os R$ 80 mil empregados pelo canal, por capítulo, não se converteram em números. A Record suspendeu o núcleo de dramaturgia, retomado apenas em outubro de 2004, como a exitosa adaptação de “A Escrava Isaura”, do romance de Bernardo Guimarães, após a controversa “Metamorphoses”, produzida em parceria com a Casablanca – cenas de um próximo capítulo…

No vídeo abaixo, mais curiosidades das tramas da Record!

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.

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