Luciano Huck
Fernando Grostein Andrade é irmão de Luciano Huck (Imagem: Reprodução / Instagram)

Aos 37 anos de idade, o cineasta Fernando Grostein Andrade, irmão mais novo de Luciano Huck, surpreendeu a todos com um desabafo sobre a sua sexualidade. Namorando um rapaz 17 anos mais jovem, ele falou sobre a importância da parada LGBTI+ em Los Angeles e relembrou alguns preconceitos que viveu no passado.

“Quando eu era estudante ouvia piadas contra nos LGBTQs em todas escolas onde estudei. Vera Cruz, Santa Cruz e também na FGV onde me formei. Não eram todos, mas eram muitos alunos e até alguns ‘professores’. Na época em que dirigia publicidade, lembro de uma reunião numa grande agência onde a diversão de alguns publicitários foi passar um bilhete falando: ‘O diretor é viado’”, disse.

“Em outra, me demitiram do comercial de cerveja com o tema futebol depois de escutar minha voz e me acharem muito delicado na reunião. Anos depois me assumi aqui na Internet, nos jornais e na TV, justamente por acreditar que não devemos e não podemos mais nos calar e precisamos nos posicionar”, explicou o irmão de Luciano Huck.

“Recebi mensagens públicas e anônimas de apoio, mas também outras dizendo que deveria apanhar até a morte. Levando em conta que sou branco e nasci cheio de privilégios, imagino o quanto aqueles que não tiveram os escudos que eu tenho sofrem. Uma vez entrevistei um grande banqueiro que disse que privilégio deve ser exercido com responsabilidade”, declarou.

“Por isso continuo e vou continuar a levantar a bandeira LGBTQ com orgulho. Parada não é farra, não é só festa. Parada é para mostrar: estamos aqui, somos fortes, não vamos recuar e vamos avançar. Institucionalizaram a homofobia na política, educação e no esporte”, disse ainda.

“Com o avanço dos promotores de ódio, deixo claro nossa posição: somos muitos e não vamos nos curvar”, finalizou o irmão de Luciano Huck.

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(Portugues e Ingles) Today is the LGBTQ parade here in Los Angeles, as is Pride Month. Why is it so important? When I was growing up, I constantly heard LGBTQ jokes in all the schools I attended. Vera Cruz, Santa Cruz and also at FGV where I got my degree. It wasn’t all students but many, including some “teachers”. When I started working in advertisement as a Director, I remember adult men passing around a note in a meeting saying “the director is a faggot”. I was fired before shooting a beer & soccer comercial after the clients heard my “effeminate” voice in a meeting. Years after, I came out on the internet, newspapers and Television, exactly because we should not and can not silence our voices, we need to take a position. I received messages, some public, others anonymous thanking my position and supporting my stance. On the other hand, I also received threats of violence, that I should be beaten to death. Taking 

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