Tony Ramos admite decepção com Regina Duarte e lamenta apoio cego a Bolsonaro

Tony Ramos
Tony Ramos comenta sobre fase política de Regina Duarte (Imagem: Reprodução – Globo / Montagem – RD1)

Tony Ramos deu sua opinião sobre as decisões de Regina Duarte desde sua saída da Globo, em janeiro de 2020, após um convite informal feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que ela fosse a responsável pela Secretaria Especial de Cultura do governo. Para o ator, a atriz pisou na bola.

“Quando vi aquela notícia, como ela é uma produtora teatral, no passado produziu, interpretou e participou de peças importantes, eu falei: ‘Será que ela tem algum projeto?’. Depois, foi o que aconteceu, lamento por ela”, comentou em entrevista ao O Antagonista.

O veterano soltou adjetivos sobre o lado profissional de Regina: “É uma ótima pessoa, muito boa colega, etc. Me surpreendeu. Eu acho que ela se iludiu achando que dariam a ela condições de trabalhar”.

O ator da Globo salientou que não conversou com a colega de profissão sobre o assunto. “Não tenho essa intimidade. Isso que também tem que ficar claro: nem todos entre nós somos íntimos, por exemplo, como eu era com nosso querido e saudoso Tarcísio [Meira], sou de Glória [Menezes], tem alguns outros amigos meus que são mais íntimos, de dentro de casa”, contou.

Convicto sobre a importância da vacina contra a Covid-19, Tony Ramos detonou o negacionismo de Jair Bolsonaro. “Deixa eu te dizer uma coisa com sinceridade: eu não julgo ninguém, a não ser suas atitudes. As atitudes, eu julgo. O negacionismo com vacina, por exemplo, me deixou sempre desesperado. Eu sempre acreditei na vacina”, apontou.

“Não adianta ficar falando: ‘Ah, todo mundo tá sujeito a morrer’. Isso é desesperador. É desesperador quando você, há muito mais tempo, poderia ter tomado outras providências. Isso é um fato. Assim como é um fato que a cultura está jogada ao léu”, pontuou.

O artista criticou o comportamento frio do atual governo ao setor cultural. “Se me disserem: ‘Não, estamos preparando aquilo que achamos que tem que ser’. Uma cultura não pode ser aquilo que alguém ache que tem que ser. A cultura é múltipla”, defendeu.

“Eu não vou acessar o hip hop, o funk. Não porque eu seja contra. Que contra? Não sou contra mesmo. Mas não é a minha praia. Mas eu respeito como manifestação cultural. É uma manifestação e você tem grandes rappers, o Emicida é um grande rapper com grandes letras. Eu não sou o camarada que vai lá selecionar aquela música para ouvir, porém ela é manifestação popular, e tudo aquilo que for manifestação popular é cultura de um povo”, refletiu.

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