Tiro e Queda
Giuseppe Oristânico foi destaque como Neco em “Tiro e Queda” (Imagem: Reprodução / Record)

Quando se trata de telenovela, inovar e trocar o certo pelo duvidoso nem sempre é uma boa ideia – ao menos em termos de audiência. A Record experimentou pela primeira vez o gosto amargo dessa lição em 1999, quando levou ao ar “Tiro & Queda”.

À época, a emissora completava uma década de haver sido adquirida por Edir Macedo e vinha em uma fase ainda jovem, porém bem-sucedida em sua dramaturgia. Muito em parte, graças à parceria com a JPO Produções, cujo primeiro fruto, “Estrela de Fogo”, fora um êxito com sua média geral de 7 pontos, garantindo, inclusive, o direito a uma segunda temporada. Exibida na sequência, “Louca Paixão” se dera ainda melhor, chegando a 11 pontos de média.

Foi aí que a direção da JPO e do canal resolveram apostar em uma trama mais ousada, que trocaria as histórias de romance açucarado – marca registrada das novelas antecessoras – por uma saga policial, ao estilo de um grande sucesso global à época recente: “A Próxima Vítima” (1995) – com a qual, como veremos, “Tiro e Queda” cultivava profundas semelhanças. Não obstante, para todos os efeitos a fonte de inspiração oficial do produto da Record era a radionovela inglesa “Done Deal” (“Negócio Fechado”), escrita por Benjamin Wallace nos anos 1950.

O ponto de partida do enredo era o assassinato do milionário Raul Amarante (John Herbert), morto misteriosamente durante o jantar em que anunciaria à família ser portador de uma doença terminal. Sete anos depois, quando o testamento do ricaço enfim seria aberto e os herdeiros, conhecidos, uma série de novos crimes começa a ocorrer, com apenas duas coisas em comum entre as vítimas: pertencerem ao círculo social ou familiar de Raul e o fato de receberem uma rosa vermelha pouco antes de serem mortas. Tal coincidência chama a atenção do padeiro Neco (Giuseppe Oristânio), que havia trabalhado por acaso como garçom no evento em que Amarante foi morto e começa a investigar a conexão entre o crime do passado e os de agora.

Apesar da premissa interessante e do aparente potencial, foram precisos poucos capítulos para “Tiro e Queda” se revelar um verdadeiro tiro no pé da Record em termos comerciais. Os índices da atração giravam em torno dos 2 e 3 pontos de audiência – muito, mas realmente muito abaixo da meta de 14 pontos divulgada pelo diretor geral da obra, João Paulo Vallone, às vésperas da estreia. Em seus melhores momentos, não ultrapassava 5 pontos, chegando a dar traço nos dias mais críticos.

O insucesso se tornava ainda mais grave diante do comparativo com a concorrência: enquanto a Record suava a camisa para se segurar no terceiro lugar, o SBT passava facilmente dos 20 pontos na mesma faixa, ameaçando até a liderança da Globo com as novelas mexicanas “A Usurpadora” e “O Privilégio de Amar”.

Tiro & Queda
Mylla Christie deu vida à romântica Daniela (Imagem: Divulgação / Record)

Pegos de surpreso com tamanho fracasso, os autores de “Tiro e Queda” – Luís Carlos Fusco, ex-colaborador do saudoso Cassiano Gabus Mendes; e Vívian de Oliveira, hoje autora de tramas bíblicas como “Os Dez Mandamentos” e “Apocalipse” – começaram a entender que o público da faixa havia rejeitado os tons policialesco da proposta original, e optaram então por investir mais no lado romântico da história, esquentando, por exemplo, os conflitos entre o mecânico Toninho (Jorge Pontual), filho de Neco, e a patricinha Daniela Amarante (Mylla Christie), herdeira do finado Raul. A ex-namorada de Toninho, Mariana (Vanessa Volkher), chegou a forjar uma gravidez para separá-lo da rival – mais folhetinesco, impossível! O humor também ganhou mais volume, com um foco maior em núcleos cômicos que pareciam agradar mais a plateia.

Mas já era tarde: os números não reagiram, e a direção da Record, vendo que não havia mais o que fazer, mandou a JPO encurtar “Tiro e Queda” – que terminou com exatos 126 capítulos, ao invés dos 150 planejados inicialmente, marcando também o encerramento da parceria entre o canal dos bispos e a produtora independente.

No episódio final, a revelação do assassino surpreendeu: tratava-se de Carolina – Karla Muga, ainda fresca na memória do público por sua Grampola de “A Indomada” (1997), dois anos antes. A filha de Alfredo (Laerte Morrone, em sua última novela) havia se tornado uma serial killer com o intuito de vingar-se das humilhações sofridas por ela e por seu pai, motorista dos Amarante, e de aumentar a porcentagem competente a Alfredo na herança de Raul, eliminando os demais herdeiros.

“Tiro e Queda” terminou deixando um gosto de confusão nos lábios da Record e de seus produtores. A criatividade da história, a qualidade do texto e o bom gosto da direção de Jacques Lagoa e Rodolfo Silot – com direito ao uso constante da câmera subjetiva, recurso tipicamente cinematográfico, para reforçar o clima de suspense – aparentemente não foram suficientes para atrair o grande público, simplesmente porque, talvez, não fosse o tipo de produto que despertava o interesse do público que prestigiava a Record naquela faixa e naquele período.

Pode ser que, em outras circunstâncias, a obra policial tivesse sido um grande sucesso, ou ao menos logrado uma repercussão mais digna da qualidade que de fato apresentava. Isso, porém, nunca saberemos ao certo.

BBB 2019: Vanderson surpreende ao se declarar “doente por sexo”

Vanderson voltou a causar na casa do “BBB 2019”. O acriano, que na última semana deu o que falar ao revelar detalhes da relação conturbada que teve com sua ex-namorada, agora volta a virar notícia por conta de um outro comentário polêmico.

Ao abordar o tema sexualidade durante conversa com Gabriela e Rodrigo, o educador acabou revelando que é obcecado em transar. Mais do que isso, Vanderson classificou o vício por sexo como algo doentio.

“Bicho, eu sou doente por sexo. Gosto muito. Eu gosto muito, e aí essa que é a parada. Não vou dizer que eu sou f***, mas eu sou muito esforçado. Sou muito esforçadinho. Eu gosto da parada e gosto que seja massa pros dois”, disparou o brother.

Após a revelação, Rodrigo também resolveu falar sobre si, em relação ao sexo. Segundo o dramaturgo, ele é adepto ao ato sexual tradicional, sem muitos incrementos. “O que eu digo agora é que eu não gosto de Cirque de Soleil, eu gosto de um arroz e feijão bem temperado. Essa coisa de Kama Sutra de A a Z, eu tenho preguiça”, disse.

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